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O comprometimento financeiro dos brasileiros varia significativamente conforme a sua renda, mas permanece elevado mesmo entre consumidores que estão nas faixas de maior rendimento. É o que mostra um levantamento exclusivo do Visor Finance, plataforma brasileira de gestão financeira, a partir de dados de usuários de sua base com renda recorrente identificada. A plataforma utiliza a infraestrutura da Pluggy, empresa que conecta sistemas de gestão empresarial a instituições financeiras. No recorte analisado, usuários com renda mensal entre R$ 2 mil e R$ 4 mil apresentam comprometimento médio equivalente a 70% da renda com gastos fixos e parcelas.
O percentual cai conforme a renda aumenta, mas ainda representa uma parcela expressiva do orçamento nas faixas superiores:
● 53% entre quem recebe de R$ 4 mil a R$ 7 mil;
● 40% entre R$ 7 mil e R$ 12 mil;
● 45% entre R$ 12 mil e R$ 20 mil;
● 39% entre aqueles com renda acima de R$ 20 mil.
À medida que a renda aumenta, a proporção comprometida tende a diminuir. A diferença, porém, não significa que o orçamento das faixas mais altas esteja necessariamente folgado. Isso porque mesmo entre os usuários que recebem mais de R$ 20 mil mensais, o comprometimento mediano corresponde a 39% da renda. Para
Gabriel Packer, CEO e fundador da Visor Finance, o dado chama atenção para a necessidade de analisar a saúde financeira para além da renda. "Olhar apenas para o quanto uma pessoa ganha não é suficiente para entender sua situação financeira. O que importa também é quanto dessa renda já está comprometida e quanto efetivamente permanece disponível para novos gastos, investimentos e construção de patrimônio", alerta.
O recorte também mostra como o mesmo nível de comprometimento pode representar situações bastante diferentes dependendo da renda. Uma parcela que representa uma fração administrável do orçamento de uma pessoa pode comprometer significativamente a capacidade financeira de outra.
"Quando analisamos o comprometimento em relação à renda, conseguimos enxergar uma dimensão que os números absolutos não mostram. O desafio não é apenas aumentar a renda, mas entender como as obrigações financeiras acompanham esse crescimento", explica Packer.
A reunião de todos esses dados pelo Visor Finance se torna possível com a utilização da infraestrutura da Pluggy, que integra plataformas de gestão financeira a mais de 130 instituições como bancos, fintechs, corretoras e empresas de crédito, permitindo que informações de diferentes contas sejam organizadas em um mesmo ambiente.
Para Rogério Correa, CEO e cofundador da Pluggy, a integração dos dados permite que plataformas como o Visor transformem movimentações bancárias em informações estratégicas para a gestão financeira dos clientes.
"Quando os dados financeiros estão reunidos em um único ambiente, a tecnologia vai além de mostrar quanto entrou ou saiu da conta. Além de um olhar focado em cada cliente e da maior facilidade de gestão, ela permite entender como a renda é utilizada, quanto já está comprometida e quais padrões aparecem ao longo do tempo. É esse tipo de informação que ajuda o usuário a tomar decisões financeiras com mais contexto e inteligência", afirma Rogério.
Sobre o Visor Finance
O Visor Finance é uma empresa de tecnologia voltada à inteligência financeira pessoal. A plataforma combina inteligência artificial e Open Finance para organizar dados financeiros, identificar padrões de consumo, projetar cenários e ajudar os usuários a tomar decisões com mais clareza. A proposta é reduzir a complexidade da gestão financeira e transformar dados em informações úteis para as escolhas do dia a dia. Fundada por Gabriel Packer, engenheiro de software, o Visor tem como princípio tornar a relação com o dinheiro mais simples, transparente e integrada à vida das pessoas.
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Sobre a Pluggy A Pluggy é uma das maiores plataformas de agregação de dados de Pessoa Jurídica (PJ) do Brasil. Atuando com infraestrutura via API, conecta sistemas de gestão (ERPs), sistemas contábeis e aplicativos às instituições financeiras participantes do Open Finance. Essas conexões automatizam a conciliação bancária, permitindo que pequenas e médias empresas comandem pagamentos e cobranças diretamente nas contas bancárias que já possuem, eliminando o atrito de abertura de novas contas digitais e abrindo espaço para novos serviços. Seus mais de 500 clientes integrados dão acesso a um mercado potencial superior a 10 milhões de PMEs. Destas, quase meio milhão de CNPJs estão ativamente conectados.
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