27/10/2026
Vender mais não basta para fazer uma empresa crescer

Contratações sem preparo e decisões concentradas no fundador podem limitar a expansão de escritórios de consórcio

Quem vende consórcio pode conquistar mais clientes e, ainda assim, encontrar dificuldades para ampliar o próprio escritório. O aumento das negociações exige tempo para treinar vendedores, acompanhar propostas e controlar despesas, tarefas que passam a disputar espaço com a atividade comercial.

Essa necessidade de organização ganha relevância com a expansão do setor: as vendas de cotas, que representam a participação de cada consumidor em um grupo, cresceram 15,1% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).

É nessa passagem de vendedor para gestor que atua o MEX Club, iniciativa da Monteo, ecossistema voltado à construção patrimonial de clientes e ao desenvolvimento de negócios para empresas e profissionais do segmento. Juciel Oliveira, fundador e CEO da companhia, o desempenho nas negociações precisa ser acompanhado por uma estrutura capaz de sustentar os resultados.

O empresário destaca que administrar uma equipe exige competências diferentes daquelas utilizadas na venda individual. "Um vendedor pode alcançar bons resultados com sua capacidade de negociação. O empresário precisa criar condições para que outras pessoas também entreguem. Isso exige treinamento, controle de custos e organização do atendimento. Quando a carteira aumenta, mas todas as decisões continuam concentradas no fundador, o escritório ganha movimento sem ganhar capacidade para sustentar esse crescimento", afirma.

Apresentado como um clube premium, o MEX Club é voltado a empresários, escritórios e profissionais que já atuam com consórcios. A proposta conecta capacitação e troca de experiências para desenvolver liderança, marketing, processos comerciais e planejamento, com foco na organização do próprio negócio.

Contratar mais não resolve uma operação desorganizada

A contratação sem preparação é um dos problemas apontados pelo fundador da Monteo. O conhecimento acumulado pelo proprietário precisa ser compartilhado para que novos integrantes consigam aplicá-lo nas negociações. "O fundador aprendeu a identificar necessidades, explicar o produto e responder às dúvidas dos clientes. Não se pode esperar que alguém recém contratado tenha o mesmo repertório. Precisa transformar essa experiência em orientação prática e acompanhar a evolução profissional. Sem isso, cobra desempenho, mas continua sendo chamado para concluir cada venda", explica o executivo.

O treinamento deve ser acompanhado por uma definição de responsabilidades. Distribuir contatos, acompanhar propostas e dar continuidade ao atendimento são tarefas que precisam ter critérios claros. Essa organização permite distinguir uma dificuldade individual de uma falha no funcionamento do escritório.

Na avaliação do empresário, aumentar a equipe antes de identificar esses problemas pode elevar os custos sem resolvê-los. "Antes de contratar, é preciso entender onde a operação perde eficiência. Há contatos sem retorno? As propostas são acompanhadas? O time sabe o que pode decidir? Se essas questões permanecerem abertas, mais pessoas podem significar mais dúvidas chegando ao dono. A contratação precisa responder a uma necessidade identificada, com função e entrega definidas", ressalta.

A formação de lideranças também integra a proposta do MEX Club. Conforme o escritório cresce, o proprietário precisa preparar pessoas para orientar o trabalho e resolver questões da rotina. "Delegar exige definir o resultado esperado, dar condições de execução e acompanhar a entrega. Quando cada decisão depende da autorização do fundador, a empresa fica limitada à disponibilidade dele. Preparar lideranças permite distribuir responsabilidades com critérios e reservar tempo para planejar os próximos passos", acrescenta o fundador.

Mais contratos nem sempre significam dinheiro em caixa

Outro erro é assumir despesas permanentes com base em um período favorável de vendas. Antes de ampliar a estrutura, o gestor precisa conhecer o custo para conquistar clientes, o valor que permanece depois dos gastos e o fluxo de caixa, controle das entradas e saídas de dinheiro ao longo do tempo.

Para o dirigente da Monteo, essas informações ajudam a avaliar o momento de investir. "Um mês forte não garante que a empresa consiga manter uma estrutura maior. Contratações e investimentos em divulgação precisam considerar a receita, os prazos de recebimento e as despesas recorrentes. Vender mais pode exigir recursos antes de gerar retorno. Sem essa leitura, o empresário confunde volume de contratos com dinheiro disponível", destaca.

Ao trabalhar essas competências, o MEX Club busca ajudar os participantes a tomar decisões de expansão com base na capacidade de atendimento, na preparação das equipes e na disponibilidade financeira. O objetivo é que a experiência comercial seja acompanhada por condições para administrar uma operação maior.

Sobre Juciel Oliveira

Juciel Oliveira é fundador e CEO da Monteo, ecossistema que lidera a transformação do mercado de consórcios, construindo patrimônio para clientes e escalando negócios para parceiros do setor. Empresário, apresentador e escritor, iniciou sua trajetória como vendedor porta a porta e hoje lidera um ecossistema que deve superar R$ 1,8 bilhão em negócios gerados anualmente. Reconhecido por sua atuação em empreendedorismo, liderança e desenvolvimento de equipes de alta performance, compartilha conteúdos para desenvolver pessoas e empresas a crescerem com estratégia, execução e propósito.

Sobre a Monteo

A Monteo lidera a transformação do mercado de consórcios, construindo patrimônio para clientes e escalando negócios para empresas e profissionais do setor. Fundada em 2011, combina estratégia, tecnologia, educação e inteligência de negócios para impulsionar o crescimento de seus parceiros.

Reconhecida por três anos consecutivos com o selo Great Place to Work (GPTW), lidera um ecossistema que deve superar R$1,8 bilhão em negócios gerados anualmente. Além de serem eleitos como empresa do ano em consórcio imobiliário pela Trinca Real Estate em uma votação que reuniu mais de 240 mil votos em 90 países.

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