01/10/2026
Como formar patrimônio sem comprometer o caixa da empresa

Alta nas vendas de consórcios imobiliários acompanha busca por alternativas para adquirir imóveis sem comprometer recursos da operação

O consórcio imobiliário chegou a 979,67 mil cotas vendidas entre janeiro e julho de 2026, alta de 40,8% sobre o mesmo período de 2025, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). O dado não identifica quantos compradores são empresários, mas ajuda a contextualizar uma decisão desse público: como adquirir um imóvel sem comprometer recursos que poderiam financiar estoque, contratações, tecnologia ou expansão?

Juciel Oliveira, fundador e CEO da Monteo, ecossistema que atua no mercado de consórcios e na construção patrimonial de clientes, afirma que começou a desenvolver em 2009 uma estratégia para adquirir ativos sem desembolsar todo o valor de uma vez. A proposta é preservar o capital necessário à empresa e planejar a formação do patrimônio pessoal em separado.

"Eu comecei esse conceito em 2009. A ideia é usar o consórcio para adquirir ativos sem descapitalizar a empresa e perder oportunidades de investimento", afirma Oliveira. Na estratégia descrita pelo empresário, o consorciado paga as parcelas até a contemplação, utiliza a carta de crédito para comprar um imóvel e, depois, pode direcionar a renda de locação ao pagamento das prestações restantes.

A lógica por trás da estratégia está na diferença entre ter dinheiro disponível e ter dinheiro livre para investir. Para uma empresa, manter recursos em caixa pode ser importante para sustentar a operação e aproveitar oportunidades de crescimento.

O caixa da empresa tem custo de oportunidade

Uma empresa pode ter saldo positivo e ainda precisar daquele dinheiro para cumprir compromissos próximos. Fornecedores podem vencer antes do recebimento das vendas; uma expansão pode exigir estoque, contratações ou tecnologia antes de trazer retorno. O Sebrae alerta que investir recursos próprios e depois ficar sem capital de giro é um erro na gestão financeira de pequenos negócios.

"Quando o empresário usa o caixa da empresa para formar um patrimônio pessoal, ele precisa avaliar o que deixa de fazer no negócio com aquele dinheiro", diz o CEO da Monteo. A análise envolve projetar receitas e despesas da companhia, manter uma reserva para a operação e definir quanto o empresário pode comprometer com objetivos pessoais sem depender de retiradas imprevistas.

O consórcio distribui os pagamentos ao longo do contrato, mas não elimina a necessidade de planejamento nem garante acesso imediato ao imóvel. A contemplação ocorre por sorteio ou lance e depende dos recursos disponíveis no grupo. Até que ela aconteça, o consorciado paga as parcelas sem contar com a renda do bem que pretende adquirir.

Do crédito à renda de aluguel

Após a contemplação, o empresário pode usar a carta de crédito para comprar um imóvel destinado à locação. A renda obtida pode ajudar a pagar as prestações restantes, fazendo com que o ativo contribua para a própria aquisição. Essa receita, porém, só começa depois da compra e da entrada de um inquilino.

O plano precisa considerar períodos de vacância, manutenção, tributos e outros custos do imóvel. As parcelas também podem ser reajustadas após a contemplação, segundo a ABAC. Por isso, a conta deve continuar viável mesmo se o imóvel ficar desocupado ou se o aluguel recebido for menor do que o esperado. blog.abac.org.br

Para avaliar a estratégia, Oliveira recomenda que o empresário examine três pontos:

"Depois da contemplação, o imóvel pode gerar uma receita que contribua para pagar as parcelas. O empresário precisa planejar o período até a locação e não depender do aluguel para manter a empresa", afirma Oliveira.

Sobre Juciel Oliveira

Juciel Oliveira é fundador e CEO da Monteo, ecossistema que lidera a transformação do mercado de consórcios, construindo patrimônio para clientes e escalando negócios para parceiros do setor. Empresário, apresentador e escritor, iniciou sua trajetória como vendedor porta a porta e hoje lidera um ecossistema que deve superar R$1,8 bilhão em negócios gerados anualmente. Reconhecido por sua atuação em empreendedorismo, liderança e desenvolvimento de equipes de alta performance, compartilha conteúdos para desenvolver pessoas e empresas a crescerem com estratégia, execução e propósito.

Sobre a Monteo

A Monteo lidera a transformação do mercado de consórcios, construindo patrimônio para clientes e escalando negócios para empresas e profissionais do setor. Fundada em 2011, combina estratégia, tecnologia, educação e inteligência de negócios para impulsionar o crescimento de seus parceiros.

Reconhecida por três anos consecutivos com o selo Great Place to Work (GPTW), lidera um ecossistema que deve superar R$1,8 bilhão em negócios gerados anualmente. Além de serem eleitos como empresa do ano em consórcio imobiliário pela Trinca Real Estate em uma votação que reuniu mais de 240 mil votos em 90 países.

Para mais informações, acesse o site oficial.

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