29/09/2026
Por que o trabalho híbrido começa antes de abrir o notebook

Rede, cloud, segurança e acesso aos sistemas estão entre os pontos que precisam trabalhar juntos para manter uma boa experiência, estejam os funcionários no escritório ou fora dele

O trabalho híbrido exige que funcionários consigam acessar sistemas, arquivos e ferramentas corporativas de diferentes locais com desempenho e segurança. Para isso, a estrutura precisa ser pensada além da velocidade da internet. Um exemplo recente mostrou como diferentes serviços podem depender de uma mesma camada de infraestrutura: em 31 de agosto, uma falha em uma configuração central de autenticação da Microsoft afetou o Outlook e outros serviços do Microsoft 365, incluindo Teams, OneDrive e SharePoint, deixando usuários com problemas de acesso durante horas.

"Ter uma conexão rápida é importante, mas não garante, sozinha, uma boa operação. É preciso dimensionar a rede para a quantidade de usuários e aplicações, ter caminhos alternativos quando houver uma falha e controlar como cada pessoa chega aos sistemas da empresa. Se um desses pontos não estiver preparado, o problema pode aparecer como uma simples lentidão, quando na verdade existe uma questão de infraestrutura por trás", explica Sérgio Tani, Pre Sales Analyst da Unentel.

Um primeiro passo é avaliar a capacidade da rede. Não basta contratar mais banda sem entender como ela é utilizada. Videoconferências, sistemas corporativos, armazenamento em nuvem e outras aplicações consomem recursos diferentes e podem gerar picos de tráfego. No escritório, também é preciso observar a cobertura e a capacidade do Wi-Fi: uma rede que funciona bem com poucos usuários pode apresentar queda de desempenho quando dezenas de dispositivos entram simultaneamente.

A conexão com a nuvem merece atenção semelhante. Quanto mais sistemas críticos estão hospedados em ambientes cloud, maior é a dependência da comunicação entre usuário, rede e aplicação. Por isso, soluções de gerenciamento de tráfego e conectividade, como SD-WAN, podem ser utilizadas para direcionar aplicações pela conexão mais adequada e melhorar o desempenho da operação. A empresa também pode trabalhar com redundância de links, mantendo uma segunda conexão disponível para assumir a operação caso a principal apresente uma falha.

Segurança precisa estar integrada a essa estrutura. O acesso remoto deve considerar autenticação, permissões, dispositivos utilizados e proteção das informações que circulam entre o funcionário e os sistemas corporativos. Isso inclui VPNs, controles de acesso e monitoramento da rede. Outro cuidado é estabelecer um plano para situações de indisponibilidade: saber quais sistemas são prioritários, quanto tempo a operação pode ficar parada e quais recursos podem assumir o lugar de uma conexão ou equipamento com problema.

"Antes de contratar uma solução, a empresa precisa descobrir onde estão seus pontos críticos. Quantos usuários dependem daquela conexão? Quais aplicações não podem parar? Existe uma segunda rota de acesso? O Wi-Fi suporta a quantidade de dispositivos? Como os funcionários são autenticados? Esse diagnóstico permite combinar conectividade, gestão de rede e segurança de acordo com a operação, em vez de simplesmente aumentar a velocidade da internet e esperar que todos os problemas desapareçam", afirma o especialista.

Sobre a Unentel

A Unentel Distribuição tem mais de 40 anos de mercado, distribuindo grandes marcas com soluções de videoconferência, audiovisual, redes LAN/WLAN, cibersegurança, devices e automação em todo o território nacional. Focada no público B2B, destacou-se entre as empresas que mais cresceram no país por dois anos seguidos, no Ranking EXAME Negócios em Expansão de 2021 e 2022, tornando-se referência no setor de tecnologia brasileiro.

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