![]() |
O crescimento do franchising brasileiro está abrindo espaço para um perfil de empreendedor menos interessado em montar uma loja e mais disposto a estruturar uma operação comercial. Nesse movimento, a franquia de consórcios começa a disputar a atenção de investidores que procuram negócios baseados em relacionamento, prospecção de clientes, planejamento financeiro e construção de patrimônio, em vez de estoque, ponto comercial e fluxo diário de consumidores.
Carlos Fuzinelli, CEO e cofundador da FVL Consórcios, corretora especializada na comercialização de consórcios e em soluções de planejamento para aquisição de bens e formação de patrimônio, acompanha essa mudança à frente da expansão nacional da companhia. Com mais de 15 anos de experiência no mercado de consórcios, o executivo lidera o desenvolvimento do modelo de franquias da empresa, que projeta chegar a 60 unidades em operação até o fim de 2026.
Os números do franchising ajudam a dimensionar a transformação. Segundo a Associação Brasileira de Franchising, a ABF, o setor faturou R$72,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Brasil encerrou março com 204.908 operações de franquias. No acumulado de 12 meses, a receita alcançou R$308,4 bilhões.
Ao mesmo tempo, formatos menos dependentes de estrutura física ganharam espaço. Dados da ABF mostram que 10,3% das unidades de franquias funcionam no modelo home based, enquanto as lojas de rua ainda representam 60% das operações. A diversificação amplia as alternativas para quem pretende investir em franquias, mas não quer assumir toda a estrutura tradicional de uma operação de varejo.
Para o CEO e cofundador, a mudança ajuda a explicar a procura por negócios nos quais gestão comercial, formação de equipe e construção de carteira de clientes pesam mais do que a localização da unidade.
"Existe um empreendedor que não está procurando apenas um ponto comercial para abrir as portas todos os dias. Ele quer desenvolver uma carteira de clientes, formar uma equipe comercial e construir uma operação ligada diretamente ao planejamento financeiro das pessoas. A franquia de consórcios conversa com esse perfil porque depende de relacionamento, conhecimento do produto e venda consultiva", afirma Carlos.
O ponto comercial perdeu protagonismo
A mudança no perfil de quem investe em franquias ocorre enquanto o próprio mercado de consórcios amplia sua base de participantes e o volume financeiro movimentado no país.
Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, a ABAC, o primeiro semestre de 2026 terminou com 13,36 milhões de participantes ativos no Sistema de Consórcios, crescimento de 12,6% em 12 meses. Entre janeiro e junho, foram comercializadas 2,82 milhões de cotas, alta de 14,6%.
O volume de créditos comercializados alcançou R$278,99 bilhões no período, avanço de 25,5% na comparação anual. A expansão aumenta a demanda por estruturas comerciais capazes de explicar o funcionamento do consórcio e acompanhar clientes em decisões relacionadas à aquisição de imóveis, veículos e formação de patrimônio.
Nesse tipo de negócio, o papel do franqueado também muda. Em vez de administrar apenas um ponto de venda, ele assume responsabilidades ligadas à prospecção, formação de equipe, gestão de indicadores, relacionamento e desenvolvimento de carteira.
"O franqueado não pode pensar que comprou apenas o direito de usar uma marca. Na franquia de consórcios, ele precisa se enxergar como gestor de uma operação financeira e comercial. O resultado depende da capacidade de formar equipe, gerar relacionamento, conhecer o cliente e construir uma carteira ao longo do tempo", ressalta o empresário.
Menos estrutura, mais capacidade de vender
A mudança de lógica também altera a composição do investimento. Em vez de concentrar recursos em estoque, reforma, localização e estrutura de loja, operações consultivas direcionam maior atenção para treinamento, geração de demanda, gestão comercial e relacionamento com clientes.
Na FVL Consórcios, a expansão contempla dois formatos. Segundo informações da companhia, o modelo Home exige investimento médio de R$20 mil, enquanto o Standard demanda cerca de R$150 mil. A empresa informa lucratividade média entre 40% e 50% e prazo estimado de retorno do investimento entre nove e 12 meses. Os indicadores são projeções da companhia e podem variar de acordo com região, gestão e desempenho de cada unidade.
A metodologia comercial utilizada pela rede foi desenvolvida pelos fundadores a partir da experiência no setor de consórcios e reúne processos de prospecção, atendimento, relacionamento e acompanhamento da jornada do cliente.
Franqueado passa a agir como gestor
Para Fuzinelli, a mudança não está apenas no formato físico das franquias, mas na própria maneira como o empreendedor precisa administrar o negócio. "Durante muito tempo, a franquia foi associada quase automaticamente à loja, estoque, localização e fluxo de pessoas. Esses formatos continuam relevantes, mas deixaram de ser a única alternativa. A franquia de consórcios mostra que também é possível construir uma operação baseada em conhecimento, gestão comercial, planejamento financeiro e relacionamento. O principal ativo passa a ser a capacidade de desenvolver clientes e negócios", aponta o CEO e cofundador.
Fundada em 2019, a FVL atua nacionalmente tanto na venda direta de consórcios quanto por meio do modelo de franquias. A corretora tem como meta ultrapassar R$ 1 bilhão em vendas de consórcios até o fim de 2026.
O ativo agora é a carteira de clientes
A combinação entre um franchising que já supera 204 mil operações no Brasil e um Sistema de Consórcios com mais de 13 milhões de participantes amplia o espaço para negócios que fogem da lógica tradicional do varejo.
Para o novo perfil de franqueado, a análise deixa de se concentrar apenas em localização, estoque e circulação de consumidores. Entram na equação a capacidade de formar uma equipe comercial, construir uma carteira de clientes, administrar indicadores e transformar relacionamento em uma operação sustentável no longo prazo.
Nesse movimento, a franquia de consórcios passa a ocupar uma interseção entre empreendedorismo, franchising e planejamento financeiro. Mais do que escolher onde abrir uma loja, o investidor precisa decidir que tipo de operação pretende construir, qual estrutura comercial será necessária e como transformar uma carteira de clientes em um negócio capaz de crescer ao longo do tempo.
Sobre Carlos Fuzinelli
Carlos Fuzinelli é CEO e cofundador da FVL Consórcios e atua há mais de 15 anos no mercado de consórcios. À frente da companhia, lidera as frentes de crescimento, inovação comercial e expansão nacional, com destaque para o desenvolvimento do modelo de franquias, considerado estratégico para ampliar a presença regional da marca. Sob sua gestão, a FVL projeta alcançar 60 franquias em operação até o final de 2026. Empreendedor e gestor, também participa da administração de empresas do grupo, contribuindo para a diversificação do negócio e a consolidação de um ecossistema orientado por eficiência, transparência e relacionamento de longo prazo.
Sobre a FVL Consórcios
Fundada em 2019 por executivos com ampla experiência no setor, a FVL Consórcios se consolidou como uma das principais corretoras de consórcios do Brasil, com atuação nacional tanto na venda direta ao consumidor quanto por meio de um modelo estruturado de franquias. A empresa se posiciona como uma consultoria financeira especializada, oferecendo soluções de planejamento para aquisição de bens, formação de patrimônio e investimentos de médio e longo prazo por meio de consórcios.
Um dos diferenciais da FVL é a metodologia própria de vendas e relacionamento, desenvolvida pelos fundadores a partir da prática de mercado e aplicada de forma padronizada em toda a operação. Com estratégia clara de expansão e foco em crescimento sustentável, a companhia tem como meta ultrapassar R$1 bilhão em vendas de consórcios até 2026, reforçando seu posicionamento como referência em planejamento financeiro e geração de patrimônio no país.
Fonte:
Os artigos aqui apresentados representam a opinião do autor, não cabendo ao Guia dos Contadores responsabilidade pelos mesmos.