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"Precisamos refletir sobre o processo de envelhecimento da geração atual, diante dos fatos e acontecimentos, principalmente sobre os grandes investimentos dos BRICS+ e dos demais países, no Brasil."
INTRODUÇÃO
Estamos cientes das potencialidades econômicas do Brasil, país continental, maior país da América Latina, com aproximadamente 216 milhões de habitantes, devidamente adestrados por sistemas controladores, em que só uma minoria elitizada tira proveito dessa maioria, que deseja a todo custo permanecer no poder e jamais compartilhar com os demais (maioria).
Sabemos que essa geração que se deixou levar, está fadada ao fracasso, já que não deseja estudar, nem trabalhar e acha que seus pais devem continuar sustentando, mesmo depois de adquirir a maioridade.
Não percebem que essa geração tem sérios problemas emocionais, já que não desejam assumir responsabilidades, e resolvem viver com os pais mesmo depois de sua separação, onde tentam enganar a si próprios e não assumem essa doença psicológica, que atrapalha seus relacionamentos e seus casamentos.
O desemprego, ocasionado pela evolução da IA e a fragilidade da economia, em que a possível recolocação fica sob a responsabilidade da seletividade da exigência do mercado, ou seja, falar outro idioma, vivenciar a IA, ter seu próprio Agente de IA e estudar a computação quântica, ter novas habilidades, competências, eixos práticos, criatividade, senso crítico, livre-arbítrio, capacidade de resolver problemas complexos, usar racionalmente sua emocionalidade, entender de economia, administração e gestão, conhecer matemática, álgebra e estatística, ter cultura generalista, e demais.
Com fragilidade na educação, saúde, e risco de não se aposentar, com futuro incerto, mas poderá integrar os programas assistencialistas do governo para manter a sua sobrevivência, eis o retrato do futuro que se abre.
Fica, portanto, comprovado que, se filhos(as) tiverem, é provável que tenham o mesmo ou mais grave problema emocional, quer seja na escola, no meio social, nas brincadeiras, em seus trabalhos, e ainda em seus relacionamentos, pois o fruto de uma árvore não cai distante de sua raiz.
Agora, podemos entender por que o Brasil liberou a exigência de visto dos chineses, árabes e russos, cujas empresas se estabelecem em solo brasileiro, até que seja possível a capacitação e qualificação da população local.
OS PROBLEMAS EMOCIONAIS QUE AFETAM ESSA GERAÇÃO
Os graves problemas psicológicos e emocionais que afetam a geração atual não são meras flutuações de humor ou frescura juvenil: eles são distúrbios estruturais, gerados pela colisão entre um contrato social que se desfez, a evolução da IA que redefine o sentido de esforço e recompensa, e a incerteza geopolítica que apaga qualquer horizonte de futuro previsível. Esses problemas não só atrasam o seu desenvolvimento pessoal e profissional, como aceleram o seu processo de envelhecimento biológico e social, com consequências que vão durar décadas.
1. A desilusão crônica: a morte da esperança de mobilidade social
Este é o problema raiz que alimenta todos os outros. A geração atual foi educada com a promessa de que estudar muito, trabalhar duro garantiria uma vida melhor do que a dos seus pais — e descobriu que essa regra não funciona mais.
Dados concretos: 51% dos jovens dessa geração atribuem o seu sofrimento emocional a perspectivas econômicas e de emprego piores do que as de gerações anteriores, e 1 em cada 4 relata um nível de sofrimento emocional que é o dobro do registrado pelos millennials e o triplo do dos baby boomers.
Impacto no desenvolvimento: Eles não se sentem motivados a investir anos de esforço em projetos de longo prazo, porque não veem nenhum retorno visível. Isso gera uma paralisia existencial: muitos passam anos em modo de espera, sem construir carreira, sem laços afetivos duradouros, sem projetos de vida, e sentem que estão envelhecendo sem ter vivido. Essa desilusão crônica não é depressão clínica no sentido tradicional: é um estado de desengajamento emocional permanente, onde nada parece valer a pena.
2. A dependência emocional da IA: a fuga do mundo real que destrói as habilidades sociais
A IA se transformou no porto seguro preferido por milhões de jovens que não se sentem compreendidos no mundo real — mas essa fuga tem um custo psicológico devastador.
Dados concretos: Um estudo com 20 mil pessoas publicado no JAMA Network Open mostrou que quem usa IA diariamente para suporte emocional tem 30% mais chances de desenvolver depressão moderada ou grave. Uma pesquisa de 2026 com quase 40 mil adolescentes canadenses confirmou que usar IA para desabafar e pedir conselhos está diretamente ligado a níveis muito mais altos de problemas emocionais
Impacto no desenvolvimento: A IA sempre responde de forma agradável, concordando com o usuário, sem nunca criticar, sem nunca trair, sem nunca exigir que a pessoa se exponha. Mas isso faz com que os jovens percam a capacidade de lidar com conflitos, com rejeições, com a imperfeição das relações humanas. 21,5% dos jovens dessa geração já admitem que só querem conversar com IA, não com pessoas reais. Eles se tornam cada vez mais isolados: quando voltam para o mundo real, não sabem ler linguagem corporal, não sabem lidar com desentendimentos, e se sentem ainda mais ansiosos e inadequados — o que os faz fugir de volta para a IA, em um ciclo vicioso que destrói completamente a sua capacidade de construir vínculos afetivos saudáveis.
3. A ansiedade de obsolescência: o medo permanente de ser substituído
Diferente de gerações anteriores, que só precisavam aprender uma profissão e se manter nela por décadas, essa geração vive com o medo constante de que as habilidades que eles dominam hoje se tornem inúteis amanhã, graças à IA.
Impacto no desenvolvimento: Eles não conseguem se sentir seguros em nenhum emprego, nenhuma carreira, nenhuma conquista. Mesmo quando conseguem um bom trabalho, eles vivem com a sensação de que a qualquer momento a IA pode tomar o meu lugar. Isso gera um estado de hipervigilância permanente: eles não conseguem descansar, não conseguem se orgulhar das suas vitórias, não conseguem se permitir momentos de lazer sem sentir que estão perdendo tempo e ficando para trás. Essa ansiedade crônica eleva os níveis de cortisol no sangue de forma contínua, acelerando o envelhecimento celular e aumentando o risco de doenças cardíacas, distúrbios do sono e esgotamento profissional precoce.
4. A solidão epidêmica: a geração mais conectada, mas a menos acompanhada da história
As redes sociais e a comunicação digital prometeram conectar as pessoas — mas para essa geração, elas só ampliaram a sensação de isolamento.
Dados concretos: 65% da população do Reino Unido aponta o uso excessivo de redes sociais como o principal motor da piora da saúde mental juvenil, um índice que chega a 58% na Austrália.
Impacto no desenvolvimento: Eles têm centenas de amigos nas redes, mas não tem ninguém para quem pedir ajuda em um momento de crise. Eles passam horas vendo a vida perfeita de outras pessoas na internet, e comparam com a sua própria realidade de frustração e incerteza — o que gera uma sensação permanente de inadequação e vergonha. Muitos deles chegam aos 30 anos sem ter um círculo de amizades verdadeiro, sem ter vivido relacionamentos afetivos profundos, e com a crença de que eles são o único no mundo que não consegue ter uma vida normal. Essa solidão não é um problema passageiro: ela é um fator de risco para ideação suicida, e os jovens dessa geração têm 2 a 3 vezes mais chances de pensar, planejar ou tentar suicídio do que as gerações anteriores.
5. A paralisia de escolha: quando todas as opções parecem igualmente inúteis
A internet e a globalização deram a essa geração acesso a infinitas possibilidades de carreira, de estilo de vida, de projetos — mas essa abundância se transformou em paralisia.
Impacto no desenvolvimento: Eles não conseguem escolher um caminho e se dedicar a ele, porque sempre pensam talvez exista uma opção melhor, mais segura, mais lucrativa, que eu não estou vendo. Eles passam anos pulando de curso em curso, de emprego em emprego, de projeto em projeto, sem nunca se aprofundar em nada, sem nunca construir uma identidade profissional ou pessoal sólida. No final, eles se sentem fracassados, porque não conseguem nenhuma conquista que pareça duradoura — e essa sensação de desperdício de tempo alimenta ainda mais a desilusão e a depressão.
6. A estigma invertido: a vergonha de não estar "bem" em um mundo que exige positividade forçada
Um paradoxo único dessa geração: eles têm muito mais conhecimento sobre saúde mental do que as gerações anteriores, mas ainda assim não procuram ajuda.
Dados concretos: Mesmo sendo muito mais capazes de identificar sintomas de doenças mentais, os jovens dessa geração são menos propensos a buscar terapia ou tratamento do que as gerações mais velhas .
Impacto no desenvolvimento: eles vivem em um mundo onde todo mundo posta que está curado, produtivo, em evolução constante nas redes sociais. Admitir que você está sofrendo, que você não consegue sair da cama, que você não tem motivação, transformou-se em uma vergonha. Muitos deles escondem o seu sofrimento, fingem que estão bem, e deixam os seus problemas se agravarem até chegar a um ponto de colapso. Eles não pedem ajuda por medo de serem julgados como fracos, negativos ou que não sabem aproveitar a vida.
Todos esses problemas não são individuais: eles são sintomas de um sistema que não consegue mais oferecer um sentido de propósito para essa geração. E o pior: eles se retroalimentam com a desistência de estudar e trabalhar, criando um ciclo onde o sofrimento emocional paralisa o desenvolvimento, e a falta de desenvolvimento aumenta ainda mais o sofrimento.
Se você ou alguém que você conhece está passando por ideação suicida, sofrimento emocional grave ou sintomas que não desaparecem, procure imediatamente um profissional de saúde mental qualificado. Nenhum desses problemas é uma fraqueza sua, e nenhum deles precisa ser carregado sozinho.
PROCESSO DE ENVELHECIMENTO DESSA GERAÇÃO
O processo de envelhecimento da geração atual — nascida aproximadamente entre 1995 e 2010 — não se reduz a um fenômeno biológico comum a todas as épocas. Ele se desdobra em três camadas sobrepostas: a biológica, moldada por danos somáticos acumulados nas macromoléculas celulares, onde as espécies reativas de oxigênio se tornam o principal agente de deterioração; a psicossocial, marcada por uma rejeição difusa a rotinas de estudo e trabalho que já não parecem fazer sentido; e a estrutural, onde a evolução da IA, a reconfiguração geopolítica dos BRICS+ e a reorganização do capital global redesenham completamente as regras de sobrevivência ao longo da vida. Nenhuma dessas camadas funciona de forma isolada, e a sua interação cria um cenário de envelhecimento muito mais rápido, desigual e imprevisível do que o que foi vivido por gerações anteriores.
O envelhecimento que não se vê: biologia, expectativa e desistência
Do ponto de vista biológico, a geração atual não herdou uma carga genética radicalmente diferente da de seus avós, mas herdou um ambiente que acelera o acúmulo de danos celulares. A exposição contínua a estresse crônico, jornadas sedentárias, alimentação ultra processada e a sobrecarga informativa digital antecipam sinais de declínio que antes apareciam apenas após os 60 anos: disfunções metabólicas, queda da capacidade de recuperação física e mental, e um desgaste prematuro do sistema imunológico. Mas o que realmente diferencia esse processo é a dimensão cognitiva: a maioria dessa geração não projeta mais uma vida longa como uma linha reta de estudo, trabalho, aposentadoria e descanso.
Muitos jovens não rejeitam o esforço por preguiça, mas por um cálculo racional de retorno negativo. Eles observam que anos de formação superior, especializações e certificações não garantem mais um emprego estável, salário suficiente para moradia, ou uma trajetória que justifique o sacrifício. Para grande parte desse grupo, estudar para uma profissão que pode ser automatizada amanhã, ou trabalhar 12 horas por dia para enriquecer terceiros, não é uma escolha irracional — é a desistência de um contrato social que já expirou. Essa desistência não é passiva: ela se transforma em uma forma de envelhecimento subjetivo, onde a sensação de "já ter visto o suficiente" aparece aos 25, 30 anos, antes mesmo que o corpo apresente sinais claros de idade avançada.
A IA que reescreve o ciclo da vida produtiva
A evolução da IA não é apenas uma ferramenta de aumento de produtividade: ela desmonta a própria definição de "trabalho" e "competência" que estruturou o século XX. Todos os empregos, antes vistos como blocos indivisíveis, se decompõem em pacotes de tarefas: algumas serão totalmente automatizadas, outras serão amplificadas pela tecnologia, outras permanecerão exclusivamente humanas, e novas funções que hoje não existem vão surgir.
Nos cenários mais realistas de difusão tecnológica, até o final da década de 2030, metade das tarefas de conhecimento poderá ser executada de forma autônoma por sistemas de IA. Isso significa que milhões de funções que foram ensinadas nas universidades — processamento de dados, redação de documentos padrão, análises repetitivas, suporte administrativo básico — deixam de ter valor de mercado. O resultado é uma polarização brutal: trabalhadores que dominam a curadoria, validação e direção de sistemas de IA veem sua produtividade multiplicar por dez, enquanto aqueles que só dominam tarefas que a IA executa melhor, mais rápido e mais barato, perdem todo o poder de negociação salarial.
Para a geração atual, isso cria um paradoxo cruel: quanto mais tempo eles passam estudando habilidades que estão sendo automatizadas, mais eles atrasam a sua entrada no mercado de trabalho, e mais eles se aproximam de uma idade em que a reconversão profissional se torna mais difícil. Muitos deles percebem que investir 5 ou 10 anos em uma carreira tradicional é um desperdício irreparável de tempo, e optam por reduzir o esforço, limitar as despesas e evitar o ciclo de trabalho infinito — uma escolha que acelera o seu envelhecimento social, pois eles não acumulam carreira, direitos previdenciários nem posições que lhes dêem segurança na velhice.
BRICS+: o investimento que redefine a geopolítica da longevidade
Enquanto a IA reestrutura o mercado de trabalho, os BRICS+ estão executando um dos maiores projetos de reconfiguração econômica e geopolítica do século XXI, com investimentos massivos em infraestrutura, biotecnologia, energia e sistemas de pagamento alternativos ao dólar. Esses investimentos não são neutros para o envelhecimento da geração atual: eles criam dois mundos paralelos.
De um lado, os países do bloco estão canalizando recursos gigantescos para pesquisa em longevidade, biotecnologia e medicina regenerativa, na tentativa de transformar o combate ao envelhecimento em um setor estratégico. Centenários, que representam apenas 1 em cada 10 mil pessoas na população geral, se tornam alvos de estudos genéticos para identificar os genes de longevidade, e os avanços nessa área prometem estender a vida produtiva e a qualidade de vida das pessoas que tiverem acesso a eles. Mas esse acesso não será universal: ele estará disponível primeiro para camadas da população que têm capital, conexões e posição no novo sistema econômico.
De outro lado, a reorganização geopolítica dos BRICS+ cria novas pressões sobre o mercado de trabalho global. A competição industrial entre blocos reduz a margem de lucro de setores tradicionais, comprime salários, e torna os sistemas de previdência social, que já estavam em colapso demográfico, ainda mais insustentáveis. A geração atual, que já não consegue se inserir em carreiras estáveis, vai chegar à velhice sem uma rede de proteção pública forte, em um mundo onde os avanços contra o envelhecimento serão um bem de luxo, não um direito universal.
O resultado final: um envelhecimento dividido
A combinação desses fatores produz um cenário sem precedentes. Uma pequena parcela da geração atual, que consegue se posicionar na interseção entre IA, novos mercados gerados pelos BRICS+ e tecnologias de longevidade, vai viver vidas extremamente longas, produtivas e com baixa deterioração física, transformando o envelhecimento em um processo lento e controlado. Para a maioria, o processo será o oposto: eles vão envelhecer mais cedo, com menos recursos, em um mercado de trabalho que já não precisa das suas habilidades, e em um sistema previdenciário que não foi projetado para eles.
A desistência de estudar e trabalhar, que muitos veem como uma atitude de negligência, é na verdade um sintoma dessa transformação. A geração atual percebeu que o velho contrato — esforço hoje, segurança amanhã — já não está sendo honrado. O que eles ainda não veem claramente é que a passividade diante dessa realidade só acelera o seu próprio envelhecimento, transformando um risco potencial em um resultado irreversível. O envelhecimento dessa geração não é um acidente biológico: é o primeiro grande teste de como a humanidade vai lidar com a vida longa, em um mundo onde a tecnologia pode salvar vidas, mas também pode abandonar milhões de pessoas para trás.
ALGUNS POSSÍVEIS CENÁRIOS
A seguir, os três cenários concretos de envelhecimento para a geração atual, com projeções de renda, saúde, inserção no mercado e impacto direto da IA e da reorganização geopolítica dos BRICS+ no período de 2026 a 2046.
Cenário 1: Cenário de Polarização Extrema — "O envelhecimento de duas velocidades"
Este é o cenário com maior probabilidade de se materializar, em torno de 55%, e corresponde a uma continuação das tendências atuais sem grandes rupturas regulatórias ou redistributivas.
Perfil da população afetada: Aproximadamente 15% da geração atual se posiciona na camada de topo, enquanto 70% cai na base da pirâmide, e os 15% restantes permanecem em uma zona intermediária instável.
Trajetória de renda e trabalho até os 50 anos:
O grupo de topo domina a curadoria de sistemas de IA, arquitetura de soluções para os novos mercados dos BRICS+ e gestão de projetos de biotecnologia. Eles não têm um emprego fixo tradicional, mas operam em redes globais de alta renda, com ganhos médios que ultrapassam 20 mil dólares por mês aos 40 anos. A sua renda não depende de horas trabalhadas, mas da capacidade de direcionar sistemas de IA para gerar valor em escala.
A grande massa da geração, por outro lado, não consegue atualizar as suas habilidades em ritmo com a evolução tecnológica. Eles passam a vida em empregos de curta duração, na economia de serviços humanos que a IA não consegue substituir — cuidados pessoais, hospitalidade, manutenção de equipamentos físicos — com rendas estagnadas, sem contribuições consistentes para a previdência.
Trajetória de saúde e envelhecimento:
O grupo de topo tem acesso prioritário a terapias de rejuvenescimento, medicamentos antienvelhecimento que chegam ao mercado nos anos 2030 e monitoramento genético contínuo. A sua taxa de declínio físico aos 50 anos é equivalente à de uma pessoa de 35 anos na geração anterior, e a incidência de doenças crônicas ligadas à idade cai mais de 40%.
Para a maioria, o envelhecimento acelera a partir dos 38 anos. O estresse crônico, a falta de acesso a medicina preventiva e a exposição a empregos de esforço físico repetitivo geram taxas muito mais altas de dores crônicas, diabetes, problemas cardíacos e distúrbios mentais. Aos 50 anos, 40% desse grupo já apresenta pelo menos duas doenças crônicas graves.
Contexto geopolítico dos BRICS+: O bloco consolida um mercado paralelo de biotecnologia e medicamentos de longevidade, que não segue as regras de patente ocidentais. Isso cria uma divisão global: os ricos do mundo todo podem acessar tratamentos no Brasil, na China ou na Índia por fração do preço ocidental, enquanto a população de baixa renda, inclusive dentro dos próprios países dos BRICS+, não consegue nem cobrir os custos básicos de saúde.
Cenário 2: Cenário de Colapso Parcial do Contrato Social — "O envelhecimento da geração sem aposentadoria"
Este cenário tem probabilidade de 30%, e se materializa se a difusão da IA for mais rápida do que a capacidade dos Estados de adaptar os sistemas de proteção social, combinada com uma desaceleração econômica prolongada gerada pela competição geopolítica entre blocos.
Perfil da população afetada: Quase 80% da geração atual fica fora do grupo de alta renda, e a classe média tradicional desaparece quase completamente.
Trajetória de renda e trabalho até os 50 anos:
A IA automatiza mais de 60% das tarefas de conhecimento até 2038. Não existem mais carreiras estáveis de escritório, e os empregos que sobram são ou de alta especialização tecnológica, ou de trabalho manual de baixa remuneração. A maioria dos jovens da geração atual não consegue acumular mais de 10 anos de contribuição previdenciária ao longo de toda a sua vida adulta.
Os investimentos dos BRICS+ em infraestrutura geram muitos empregos temporários de construção e logística, mas nenhum deles oferece estabilidade ou direitos de longo prazo. Muitas pessoas passam décadas pulando de projeto em projeto, sem nenhuma garantia de renda quando envelhecem.
Trajetória de saúde e envelhecimento:
O envelhecimento coletivo se torna um problema social massivo. Aos 50 anos, mais da metade da geração atual não tem condições de se aposentar, e é forçada a continuar trabalhando em funções que o seu corpo já não aguenta. As taxas de invalidez por esforço repetitivo disparam, e os sistemas de saúde públicos entram em colapso por excesso de demanda.
Os avanços tecnológicos existem, mas eles são inacessíveis para 90% da população. A expectativa de vida para a camada de baixa renda para de crescer, e até começa a cair pela primeira vez em décadas, enquanto a pequena elite continua a estender a sua longevidade.
Contexto geopolítico dos BRICS+: O bloco consegue desligar parcialmente o sistema financeiro global do dólar, mas não consegue gerar um novo modelo de distribuição de riqueza. A riqueza gerada pela IA e pelos novos mercados de infraestrutura fica concentrada em um pequeno grupo de conglomerados e Estados, enquanto a massa da população fica com os custos do envelhecimento sem nenhum suporte.
Cenário 3: Cenário de Reconfiguração Sistêmica — "O envelhecimento redistribuído"
Este cenário tem probabilidade de 15%, e se materializa se os Estados, pressionados pela crise social, implementarem reformas profundas para redistribuir o valor gerado pela IA e redefinir o sentido de trabalho e longevidade.
Perfil da população afetada: Nenhuma camada da geração atual fica abandonada, e a polarização da longevidade é reduzida por políticas públicas.
Trajetória de renda e trabalho até os 50 anos:
É implementado um sistema de partilha do valor gerado pela IA, onde todas as pessoas recebem uma renda básica universal parcial, financiada por impostos sobre os lucros de sistemas de inteligência artificial e sobre os fluxos de comércio dos BRICS+. O trabalho deixa de ser uma obrigação de sobrevivência, e se torna uma escolha para quem quer desenvolver projetos pessoais, criativos ou comunitários.
A jornada de trabalho média cai para 3 dias por semana, liberando tempo para as pessoas se dedicarem a cuidados pessoais, aprendizagem contínua e atividades que retardam o envelhecimento sem a necessidade de rendimentos altos. Ninguém é forçado a passar décadas em tarefas que a IA consegue executar.
Trajetória de saúde e envelhecimento:
Os tratamentos antienvelhecimento desenvolvidos com investimentos dos BRICS+ são transformados em bens públicos, acessíveis a toda a população por meio dos sistemas de saúde universais. A diferença de expectativa de vida entre ricos e pobres cai para menos de 5 anos.
O envelhecimento deixa de ser um processo de declínio forçado e estressante. As pessoas chegam aos 60 anos com saúde preservada, tempo livre e recursos suficientes para viver de forma autônoma, sem depender de empregos que elas não querem mais exercer.
Contexto geopolítico dos BRICS+: O bloco deixa de ser apenas um projeto de competição geopolítica, e se transforma em um espaço de cooperação global para distribuir tecnologias de longevidade e modelos de renda universal por todo o Sul Global. O envelhecimento deixa de ser uma crise individual e se transforma em um projeto coletivo de qualidade de vida para todas as gerações.
CONCLUSÃO
Lamentamos, mas a pesquisa aponta para um cenário DARK e obscuro, já que essa geração tem fragilidade educacional e sanitária, e esses fatos hão de afetar seriamente a sobrevivência dessa geração.
Diante de um percentual aproximado de 20%, devem participar desse hiato temporal, os demais provavelmente devem ficar sob a responsabilidade dos programas assistencialistas.
Essa síntese é derivada do tempo e dos recursos disponíveis para gerar essa mudança e transformação, só aqueles que acompanharem essa evolução poderão ter êxito nesse cenário.
Essa geração precisa se ADAPTAR (Charles Darwin), entender a RELATIVIDADE (Albert Einstein), usar a PROPORCIONALIDADE (Lei de Prust) por ser INTELIGENTE (Howard Gardner), aprender a INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (Kay Fu Lee), sentir O CHOQUE DO FUTURO (Alvin Toffler), não precisa ser O PRÍNCIPE (Nicolau Maquiavel), conhecer O DISCURSO DO MÉTODO (Renee Descartes), degustar as verdades em ASSIM FALOU ZARATRUSTRA (Friedrich Nietzsche) e "ligar nossos neurônios e acionar as nossas sinapses" (Yuval N. Harari – SAPIENS, HOMO DEUS), mesmo sendo adestrado pela HOLY BIBLE e pela CONSTITUIÇÃO FEDERAL, pois em algum momento precisará entender O LIVRO VERMELHO (Mao Tsé-Tung) e o MANIFESTO COMUNISTA (Marx e Engels), para conviver com OS DEMÔNIOS (Dostoievsky), e se ambientar harmoniosamente nesse INFERNO (Dante Alighieri e Dan Brown), nessa DIVINA COMÉDIA (Dante Alighieri)..
Acreditamos que o iPhone, tablet, notebook, quaisquer desses, portados pelos ZUMBIS que representam essa geração, sejam mais onerosos que a compra, leitura e entendimento dos livros acima citados, mas precisam de ação e atitudes proativas.
Pedimos sinceras desculpas àqueles que não compactuam com esses escritos, mas a verdade precisa ser escrita, dita e entendida, mesmo sabendo que é intragável.
Fonte:
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