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Empreendedores sociais que vivem em contextos de maior vulnerabilidade econômica enfrentam mais obstáculos para desenvolver e ampliar suas iniciativas. É isso o que revela uma pesquisa realizada por Edgard Barki e André Samartini, da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV Eaesp), em parceria com Jose Guilherme de Campos, Thomaz Rocha e Marcus Salusse. A informação foi divulgada no portal de notícias da FGV.
O levantamento mostrou que esses empreendedores apresentam motivação social semelhante à de empreendedores de grupos economicamente mais favorecidos. “As dificuldades enfrentadas estão relacionadas principalmente a barreiras estruturais, e não à falta de criatividade, capacidade ou compromisso com suas comunidades”, destaca o estudo que analisou 101 empreendedores sociais de diferentes regiões do Brasil, sendo 41 pertencentes à base da pirâmide e 60 de grupos mais favorecidos economicamente.
Os pesquisadores avaliaram fatores como disposição para assumir riscos, capacidade de estabelecer redes de relacionamento, acesso a recursos financeiros, percepção sobre o ambiente de negócios e motivação para gerar impacto social. Os resultados mostram que o desejo de contribuir para a transformação da sociedade está presente de maneira semelhante nos dois grupos. A principal diferença está nas condições disponíveis para transformar esse propósito em iniciativas sustentáveis.
Entre os empreendedores da base da pirâmide, foram identificadas maiores dificuldades de acesso a recursos financeiros, menor capacidade de ampliar redes de relacionamento e maior percepção de obstáculos no ambiente em que atuam. O grupo também apresentou menor disposição para assumir riscos, aspecto que pode limitar a inovação e a expansão dos negócios sociais.
Ampliar potencial
Nesse contexto, os pesquisadores destacam a importância de fortalecer os ecossistemas de apoio ao empreendedorismo social. Entre as possibilidades estão mecanismos de financiamento mais acessíveis, programas de capacitação, estímulo à formação de redes de relacionamento e políticas públicas direcionadas a territórios periféricos.
A pesquisa também reforça a importância de reconhecer empreendedores sociais de baixa renda como agentes ativos de transformação. Ao criar soluções para desafios de suas próprias comunidades, eles podem contribuir para o desenvolvimento de iniciativas de inovação social e para a construção de sociedades mais inclusivas e menos desiguais.
Link: https://monitormercantil.com.br/dificuldades-marca-realidade-dos-empreendedores-sociais/
Fonte:
As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.