17/09/2026
Due diligence aprova o negócio, mas só a integração decide se ele vai dar certo

Com o mercado brasileiro de fusões e aquisições mantendo um volume relevante de transações, especialistas apontam que governança, processos, tecnologia e capacidade de integração passaram a influenciar a geração

O mercado brasileiro de fusões e aquisições continua movimentando empresas e investidores, mas a preparação para uma operação passou a envolver desafios que vão além da negociação e da aprovação em uma due diligence. Dados da KPMG apontam que o Brasil registrou 1.581 operações de fusões e aquisições em 2025, com atividade concentrada, entre outros segmentos, em tecnologia, serviços e saúde. Nesse ambiente, a Helping Hand, empresa especializada na preparação de negócios para processos de M&A, avalia que a capacidade de apresentar informações confiáveis ao investidor e, principalmente, integrar pessoas, processos, tecnologia e gestão após a aquisição se tornou parte central da preservação do valor negociado.

Segundo Lucas Mendes, CEO da Helping Hand, muitos empresários ainda associam a preparação para M&A quase exclusivamente aos resultados financeiros e à organização necessária para superar a etapa de diligência. "O investidor compra muito mais do que faturamento. Ele compra previsibilidade, governança, capacidade de crescimento e redução de riscos. Quando uma empresa não está preparada para uma due diligence ou depende excessivamente do fundador, o risco aumenta e o valuation pode cair significativamente", afirma.

A própria evolução das operações ampliou o escopo da análise dos compradores. Além das demonstrações financeiras, os processos de avaliação passaram a considerar aspectos como estrutura de governança, riscos jurídicos e regulatórios, processos internos, maturidade operacional, tecnologia, qualidade da gestão e potencial de crescimento sustentável. Para a Helping Hand, cinco frentes ganham peso nesse processo: finanças profissionalizadas e capacidade de geração de caixa; governança, gestão de riscos e compliance; tecnologia, inteligência artificial e automação; operações com processos documentados e menor dependência do fundador; e previsibilidade na geração de receita e nos indicadores comerciais.

A preparação também tem impacto sobre uma etapa posterior à assinatura dos contratos: a integração das empresas. A consolidação de uma operação exige compatibilizar equipes, sistemas, processos e culturas organizacionais, e estruturas pouco documentadas ou excessivamente dependentes de controles manuais podem ampliar a complexidade dessa transição. Na avaliação de Mendes, a maturidade construída antes da venda influencia diretamente a capacidade de capturar o valor esperado depois dela. "Uma empresa organizada não apenas passa pela due diligence com mais facilidade. Ela também acelera toda a integração pós-aquisição, preserva valor e entrega os resultados esperados pelo investidor em menos tempo."

Com investidores avaliando não apenas o desempenho passado, mas também a capacidade de continuidade e crescimento do negócio, a preparação para M&A tende a deixar de ser uma providência acionada apenas quando surge um comprador. Para empresas que pretendem atrair investidores, captar recursos ou participar de processos de venda, a organização financeira, a governança, a autonomia da gestão e a capacidade de integração passam a fazer parte de um mesmo ciclo de geração e preservação de valor.

Sobre a Helping Hand Fundada em Campinas (SP), a Helping Hand é especializada em Valuation, preparação de empresas para M&A e assessoria em fusões e aquisições. A empresa já auxiliou mais de 10 mil empresas, participou de operações que somam mais de R$ 5 bilhões em contratos e conta com uma rede de mais de 40 escritórios parceiros em todo o Brasil.

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