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Imagine que você sai do dentista no fim da tarde, por volta das 17h30, com a necessidade urgente de agendar uma radiografia panorâmica. Faz tudo o que era necessário nos canais digitais indicados, mas a resposta que recebe é: "Amanhã alguém entrará em contato para dar sequência ao agendamento".
Esse episódio trivial ilustra um descompasso estrutural no mercado: enquanto o comportamento de consumo e as plataformas de e-commerce operam 24 horas por dia, 7 dias por semana, a gestão da experiência do cliente e o pós-venda das empresas funcionam em horário comercial.
Seja no varejo B2C ou em negociações B2B, a jornada de pesquisa e a decisão de compra acontecem frequentemente à noite ou nos fins de semana. Por que, então, o atendimento ainda depende exclusivamente de um atendente humano sentado atrás da tela, de segunda a sexta, em horário fixo?
A resposta tradicional das marcas sempre foi o custo operacional. Manter equipes de suporte e vendas ativas em turnos ininterruptos é inviável financeiramente para a maioria das companhias. Para se ter uma ideia, para entregar uma posição 24x7 numa Central de Atendimento, você precisa de 6 pessoas, considerando as jornadas e férias. Contudo, a evolução da inteligência artificial e a chegada dos agentes autônomos alteraram profundamente essa equação.
Hoje, é perfeitamente viável utilizar agentes de IA capazes de orquestrar o atendimento de ponta a ponta. Eles não apenas respondem a dúvidas frequentes, mas realizam agendamentos, qualificam leads, concluem vendas e preparam o terreno para que um especialista humano assuma as demandas mais complexas no primeiro minuto do expediente seguinte. Isso amplia a janela de conversão e elimina o custo de oportunidade sem inflar a folha de pagamento.
O grande erro no varejo ou das empresas de serviços é enxergar a automação apenas como um robô de triagem que "retém" o cliente com respostas genéricas. A verdadeira revolução em CX está em oferecer conveniência imediata e continuidade na jornada. Se o cliente deseja tirar uma dúvida ou fechar um pedido às 22h de um domingo no WhatsApp — canal presente em 99% dos smartphones no Brasil e que apresenta taxas de abertura superiores a 90% —, a marca precisa oferecer a infraestrutura adequada para que essa transação aconteça sem atritos.
Mesmo que o produto ou serviço tenha restrições para vender digitalmente, a empresa pode atender toda a descoberta do produto / serviço por agentes de IA e conduzir o consumidor para um agendamento com especialista, na loja mais próxima do consumidor, para uma conclusão fluida, pessoal e envolvente.
Quando o atendimento é integrado a uma plataforma única de CX, os dados de navegação, histórico de compras e preferências convergem para gerar abordagens hiperpersonalizadas. O resultado prático é o aumento na taxa de conversão final e a redução drástica do abandono de carrinho.
Se as áreas de marketing, vendas e atendimento operam com ferramentas desconexas, e sem uso de Agentes de IA, quem paga a conta do ruído é o consumidor. A tecnologia agêntica não existe para substituir o toque humano, mas para garantir que a sua empresa nunca feche as portas na cara de um cliente que está pronto para comprar.
Afinal, crescimento sustentável não nasce da simples automação, mas de experiências eficientes que resolvem problemas reais e geram valor mensurável a qualquer hora do dia.
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