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A Reforma Tributária já começa a interferir em decisões que vão além do pagamento de impostos. Levantamento da KPMG com 35 empresas mostrou que 86% ainda não tinham uma visão consolidada dos impactos financeiros das mudanças e 51% não haviam elaborado um plano de ação. O tema ganhou novo peso em agosto de 2026, quando Receita Federal e Comitê Gestor do IBS regulamentaram um programa nacional para apoiar a adaptação dos contribuintes às novas obrigações durante 2026.
Leonardo Bastos é empresário, contador e especialista em crescimento empresarial, formado em Ciências Contábeis e com MBA em Direito Tributário e Auditoria Digital. Sócio da MLS e fundador do Magnus Club, comunidade voltada à formação e conexão de empresários, atua há anos na estruturação e aceleração de negócios, com foco em contabilidade estratégica, inteligência tributária, eficiência operacional, gestão e aumento de lucratividade, avalia que a Reforma Tributária precisa entrar no planejamento das companhias como uma variável de crescimento. "A Reforma Tributária não pode ficar restrita ao departamento fiscal. O empresário precisa entender como as mudanças chegam à margem, ao preço, aos fornecedores, aos investimentos e à capacidade de expansão do negócio", afirma.
Reforma Tributária chega à estratégia empresarial
A distância entre a área tributária e as decisões estratégicas ainda aparece nos números. Na mesma pesquisa da KPMG, 63% das empresas afirmaram não considerar os efeitos da reforma no lançamento de novos produtos e serviços. Outros 69% ainda não avaliaram os impactos em operações de fusões e aquisições. Apenas 31% classificavam o tema como altamente prioritário na agenda estratégica.
Para o empresário, esses indicadores mostram que parte das empresas ainda trata a mudança como uma etapa de adequação, quando seus efeitos podem alcançar decisões comerciais e financeiras. "Antes de abrir uma nova unidade, lançar um produto ou aumentar uma operação, será necessário entender se aquela estratégia continua fazendo sentido dentro da nova estrutura tributária. Crescimento não pode ser medido apenas por faturamento. É preciso avaliar quanto daquela expansão efetivamente se transforma em resultado", ressalta.
Uma das áreas que exigem revisão é a formação de preços. Análise da KPMG sobre a Reforma Tributária aponta que a nova lógica de tributação pode alterar margem de lucro, competitividade e organização da cadeia produtiva. A consultoria destaca que os efeitos sobre o preço final poderão variar conforme setor, produto ou serviço, estrutura da cadeia e créditos apropriados.
Isso significa que uma empresa não deve simplesmente presumir que a mudança resultará em aumento ou redução de impostos. A análise precisa ser feita a partir da realidade de cada operação. "Preço não pode ser revisto olhando apenas para a alíquota. É necessário colocar na mesa custo, margem, fornecedor, estrutura operacional e posicionamento comercial. Uma decisão errada de precificação pode aumentar as vendas e, ao mesmo tempo, reduzir a rentabilidade", aponta o especialista.
Fornecedores e investimentos entram na revisão
A cadeia de fornecimento também passa a ganhar importância. Segundo a KPMG, as alterações na lógica da tributação exigem uma reavaliação das estratégias de formação de preços desde a cadeia de suprimentos até a relação com o consumidor. Durante a transição, empresas terão de administrar simultaneamente elementos do sistema atual e das novas regras, aumentando a necessidade de integração entre áreas financeiras, comerciais e tributárias.
Para o empresário, a revisão deve incluir contratos, condições comerciais e a composição das compras. O objetivo não é buscar uma redução tributária isolada, mas compreender quais estruturas permanecem eficientes e onde existem possibilidades legais de reorganização. "Planejamento tributário não é procurar atalhos. É entender as regras, fazer simulações e tomar decisões melhores dentro da legalidade. Quando isso é feito junto com o planejamento financeiro e comercial, a empresa consegue enxergar com antecedência onde precisa proteger margem e onde pode encontrar espaço para crescer", explica.
O movimento de adaptação ganhou um componente adicional neste mês. Em 13 de agosto, o Ministério da Fazenda informou que Receita Federal e Comitê Gestor do IBS regulamentaram o Programa Nacional de Conformidade Tributária para 2026. A iniciativa prioriza orientação, acompanhamento e correção de inconsistências durante a implementação das novas obrigações fiscais.
Na avaliação de Bastos, o avanço da implementação torna 2026 um período importante para que empresários revisem números antes das próximas etapas da transição. "Quem esperar todas as mudanças chegarem para depois analisar o impacto estará trabalhando de forma reativa. A Reforma Tributária pode ser usada agora para revisar processos, testar preços, avaliar fornecedores e projetar investimentos. A questão tributária precisa participar da decisão sobre onde, quando e como a empresa pretende crescer", conclui.
Sobre Leonardo Bastos
Leonardo Bastos é empresário, contador, perito contábil judicial, investidor e especialista em crescimento empresarial. Formado em Ciências Contábeis, possui MBA em Direito Tributário e Auditoria Digital e atua na área de contabilidade estratégica, inteligência tributária, consultoria empresarial e desenvolvimento de negócios. É sócio da MLS e fundador do Magnus Club, comunidade voltada à formação e conexão de empresários.
Com trajetória construída a partir do empreendedorismo, Leonardo iniciou sua carreira ainda jovem e, após vender sua primeira empresa em uma operação milionária, passou a atuar na estruturação e aceleração de negócios. Atualmente, lidera um grupo empresarial que atende centenas de empresas em todo o Brasil, com foco em crescimento sustentável, eficiência operacional, gestão estratégica e aumento de lucratividade.
Sobre Superfood Contábil
A Superfood Contábil é um escritório especializado em contabilidade estratégica, inteligência tributária e gestão contábil para supermercados, minimercados e empresas do setor alimentício. Fundada por Leonardo Bastos, empresário, contador e perito contábil judicial, a empresa atua com foco na redução segura da carga tributária, na melhoria dos processos fiscais e na geração de informações gerenciais para a tomada de decisão.
Com sede em Guarulhos e atuação nacional, a Superfood Contábil reúne especialistas nas áreas contábil, fiscal, tributária, trabalhista, financeira e societária. Entre seus principais diferenciais estão o acompanhamento tributário mensal, auditoria digital de obrigações fiscais, contabilidade gerencial, suporte técnico especializado e planejamento para empresas do Lucro Real. A empresa se posiciona como uma parceira estratégica de supermercadistas que buscam mais segurança fiscal, eficiência operacional e lucratividade.
Sobre Magnus Club
O Magnus Club é uma comunidade empresarial voltada ao desenvolvimento de empreendedores, executivos e líderes que buscam crescimento, networking qualificado e novas oportunidades de negócio. Fundado por Leonardo Bastos e Jéssica Bastos, o clube reúne empresários interessados em ampliar repertório, fortalecer marcas, criar conexões estratégicas e acelerar resultados por meio de encontros, mentorias, eventos e experiências de alto valor.
A iniciativa nasce dentro de um ecossistema liderado por Leonardo Bastos, empresário, contador, perito contábil judicial, investidor e especialista em crescimento empresarial. Com foco em alta performance, visão de longo prazo e geração de riqueza, o Magnus Club se posiciona como um ambiente de troca entre empresários que desejam crescer com mais estratégia, relacionamento e capacidade de execução.
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