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Empresas nunca tiveram acesso a tantos dados e a ferramentas de análise tão acessíveis e poderosas. Isso é verdade. Ainda assim, grande parte dos projetos de inteligência artificial e analytics fracassa antes de gerar resultados concretos. O que explica esse paradoxo? A resposta está no livro "Tomada de Decisão Baseada em Dados – Transformando Evidências em Vantagem Competitiva", escrito por Vera Bermudo, em coautoria com Betovem Coura e Bruno Pimenta.
Voltada para conselheiros, executivos, gestores e profissionais que atuam em ambientes complexos, a obra demonstra que a tomada de decisão baseada em dados não é, essencialmente, um desafio tecnológico. Trata-se de uma questão de cultura organizacional, processos, governança e, sobretudo, da capacidade de transformar evidências em diferencial competitivo. "Empresas estão investindo e perdendo bilhões em projetos de IA, sem entender que a tecnologia é um meio. O fator decisivo continua sendo a gestão", afirma Vera.
Longe de ser um manual técnico, os autores unem conhecimento acadêmico, experiência executiva e estudos de caso reais como os erros que levaram o Kmart, Target Canada, Kodak e Blockbuster ao fracasso, enquanto a Amazon, Netflix, Magalu e iFood converteram dados em vantagem competitiva.
O livro parte de uma constatação recorrente no ambiente corporativo: empresas continuam cometendo erros muitas vezes evitáveis. "Organizações não quebram por falta de dados, mas porque não conseguem transformá-los em benefício para o negócio", afirma Vera.
Livro em cinco capítulos - A publicação está organizada em cinco capítulos. O primeiro analisa o estágio atual da adoção da inteligência artificial nas empresas e identifica as principais causas do fracasso de projetos de dados.
O segundo apresenta os fundamentos da tomada de decisão baseada em dados, explicando conceitos como Data Analytics, Business Intelligence e Business Analytics, além de discutir como construir uma cultura efetivamente orientada por dados.
Na sequência, o livro mergulha em casos emblemáticos de organizações que ignoraram os sinais. Empresas como Kmart, Target Canada, Kodak e Blockbuster são analisadas para demonstrar como decisões equivocadas podem comprometer as empresas, a ponto de levá-las ao colapso.
O quarto capítulo apresenta o contraponto. Netflix, Amazon, Magalu e iFood aparecem como exemplos de organizações que conseguiram transformar dados em diferencial competitivo não apenas pela tecnologia utilizada, mas pela capacidade de formular as perguntas certas, interpretar evidências e incorporar esse conhecimento ao processo decisório.
Por fim, os autores apresentam um guia prático composto por cinco etapas para aumentar as chances de sucesso em iniciativas de dados e inteligência artificial, independentemente do setor econômico ou do porte da empresa.
"É um livro de negócios, voltado para quem decide na organização, ou influencia essa decisão. Fico angustiada ao ver boas companhias passando por situações difíceis, mas infelizmente, muito é fruto de sucessivas decisões equivocadas e baseadas em 'achismo'. Espero que essa leitura possa trazer luz e fazer parte da solução deste problema", afirma a executiva.
Como enfatizou Enéas Pestana, Senior Advisor e membro de Conselhos de Administração, o livro é um best-seller, uma leitura mandatória para quem está em posição, direta ou indireta, de tomada de decisões.
Uma trajetória de sucesso - A autoridade de Vera Bermudo sobre o tema foi construída ao longo de uma carreira marcada pela combinação entre sólida formação acadêmica e experiência em grandes organizações. Ela concluiu duas graduações, Administração e Contabilidade, MBA, mestrado e doutorado, e possui formações executivas na Harvard Business School, Columbia University e GE Crotonville, alicerces fundamentais na sua trajetória profissional.
Como CFO, conselheira e membro de comitês estratégicos, Vera atuou em grandes companhias, como Embratel, GE, Makro, Pernambucanas, Unimed, Lopes Supermercados e Plurix, vertical de varejo alimentar do Grupo Pátria Investments. Cofundadora do Wakaro, plataforma educacional voltada à produção de conteúdos sobre gestão, governança, e inovação, ela é também professora, há mais de 20 anos, nos cursos de MBA da Fundação Getulio Vargas (FGV).
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