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Quase metade dos pequenos negócios já foi alvo de tentativas de golpes digitais ou telefônicos entre 2025 e 2026. O dado é de uma pesquisa inédita realizada pelo Sebrae, em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV). De acordo com o levantamento “Impactos dos golpes digitais e/ou por telefone nas empresas”, 44% dos pequenos negócios já passaram por isso.
A pesquisa, que ouviu 4.466 empreendedores de diversos portes, mostra que o percentual é um pouco menor que o de médias e grandes empresas (47%). No entanto, quanto aos impactos sofridos por quem já caiu em armadilhas, a dimensão é inversamente proporcional ao tamanho da empresa: 31% dos pequenos negócios que foram vítimas de golpes tiveram prejuízos financeiros, já entre as médias e grandes essa proporção cai para 22%.
Além disso, 45% dos pequenos negócios estimam que, se sofressem algum golpe relevante, o impacto seria “grave” (com perdas significativas, mas recuperáveis) ou “muito grave” (comprometendo o funcionamento da empresa). Já entre as médias e grandes empresas, 22% relatam esse temor.
A analista do Sebrae Minas Carla Gobb explica que os pequenos e médios negócios são mais vulneráveis a golpes porque, em muitos casos, as equipes são muito reduzidas e o empreendedor acumula diversas funções. “Por isso, não costumam ter tempo, equipe ou processos estruturados para conferir informações e validar transações, por exemplo”, diz.
A pesquisa mostra, por exemplo, que enquanto 72% das médias e grandes empresas contam com medidas estruturadas de proteção digital e realizam ações de orientação para prevenção de fraudes, apenas 17% dos pequenos negócios têm esse mesmo nível de preparação.
“Transformação digital não significa apenas adotar novas tecnologias, mas também aprender a utilizá-las de forma estratégica e segura, fazendo com que o ambiente digital se torne um aliado do crescimento do pequeno negócio, e não uma fonte de riscos”, frisa Carla Gobb. Nesse sentido, a analista lembra que empreendedores podem buscar o Sebrae para entender as melhores formas de se proteger contra golpes. A entidade atua nesse sentido por meio de cursos, consultorias, palestras, eventos e conteúdos educativos, com o objetivo de ajudar os empreendedores a amadurecerem seus conhecimentos sobre o ambiente digital.
A especialista separou algumas dicas para pequenos e médios empreendedores protegerem seus negócios. Confira:
Mas, se o golpe acontecer, é fundamental agir rapidamente:
Em casos envolvendo o Pix, ter agilidade é essencial. O Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central, pode facilitar as devoluções em caso de fraudes. Recentemente, o BC ampliou para 80 dias o prazo para fazer esse pedido.
Fonte:
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