11/09/2026
IA acelera mudança na forma como empresas desenvolvem seus profissionais

Mudanças rápidas nas funções e ferramentas levam empresas a substituir capacitações isoladas por jornadas contínuas de aprendizagem conectadas à rotina de trabalho

A forma como as empresas treinam seus profissionais está mudando. Cursos realizados algumas vezes por ano começam a dar lugar à aprendizagem contínua, um modelo em que o desenvolvimento acontece de forma mais próxima da rotina de trabalho. O Global Human Capital Trends 2026, da Deloitte, mostra que 85% dos líderes consideram a capacidade de adaptação uma prioridade para as organizações, mas apenas 7% afirmam estar preparados para desenvolver essa habilidade de forma permanente. No Brasil, o avanço da inteligência artificial acelerou essa necessidade: segundo a TIC Empresas 2025, do Cetic.br, 17% das empresas brasileiras já utilizam IA, índice que chega a 50% entre as grandes companhias.

Para Bruno Omeltech, administrador, contador e especialista em gestão de pessoas, fundador e CEO da Omeltech, hub de educação corporativa que desenvolve jornadas de aprendizagem e capacitação para médias e grandes empresas, o modelo tradicional de treinamento perdeu espaço porque as necessidades dos profissionais mudam com mais rapidez. "A empresa não pode mais esperar meses para desenvolver uma competência que já se tornou necessária no dia a dia. O aprendizado precisa acompanhar o ritmo das mudanças e estar conectado aos desafios reais do negócio", afirma.

Aprendizagem contínua aproxima desenvolvimento da rotina das empresas

A mudança não significa o fim dos treinamentos presenciais, cursos ou programas de capacitação. A diferença está na forma como essas iniciativas são estruturadas. Em vez de concentrar todo o conhecimento em uma única atividade, empresas começam a criar jornadas com diferentes formatos, como conteúdos digitais, encontros práticos, acompanhamento de resultados e atualização constante.

Segundo a Deloitte, apenas 8% das organizações se consideram altamente eficazes em atender às necessidades contínuas de aprendizagem dos profissionais. O levantamento ouviu mais de 9 mil líderes empresariais e de recursos humanos em 89 países e mostra que muitas empresas reconhecem a importância de desenvolver pessoas, mas ainda encontram dificuldades para transformar essa intenção em prática.

"Um treinamento não termina quando a aula acaba. O principal desafio é fazer com que o profissional consiga aplicar aquele conhecimento no trabalho, resolver problemas reais e continuar evoluindo depois da capacitação", explica Bruno.

Inteligência artificial acelera a necessidade de novos conhecimentos

Para áreas de recursos humanos e lideranças, o desafio não está apenas em ensinar funcionários a usar novas plataformas, mas em preparar profissionais para lidar com mudanças constantes. Uma ferramenta aprendida hoje pode ser substituída ou atualizada em poucos meses, exigindo uma capacidade permanente de adaptação.

Na avaliação do especialista esse é um dos principais motivos pelos quais a aprendizagem contínua ganhou espaço. "A inteligência artificial não exige apenas conhecimento técnico. Ela muda processos, decisões e formas de trabalhar. Por isso, as empresas precisam desenvolver pessoas capazes de aprender, testar novas soluções e entender como aplicar a tecnologia de maneira estratégica", ressalta Bruno.

A transformação também muda o papel dos líderes, que passam a participar mais ativamente do desenvolvimento das equipes. Além de acompanhar resultados, gestores precisam identificar novas necessidades, estimular a troca de conhecimento e criar espaço para que os profissionais coloquem o aprendizado em prática.

Empresas passam a medir impacto do treinamento

A evolução da educação corporativa também altera a forma como os resultados dos treinamentos são avaliados. Indicadores como participação e conclusão de cursos continuam importantes, mas deixam de ser suficientes para mostrar se uma capacitação realmente gerou impacto.

O foco passa a estar em mudanças observáveis, como melhoria na produtividade, aplicação de novas ferramentas, tomada de decisões mais eficientes e desenvolvimento de novas competências.

Para Bruno Omeltech, o futuro do treinamento corporativo está ligado à capacidade de transformar o aprendizado em prática. "A aprendizagem contínua não substitui o treinamento tradicional, mas amplia sua função. O objetivo deixa de ser apenas transmitir informação e passa a ser preparar pessoas para acompanhar as transformações que já fazem parte da rotina das empresas", conclui.

Sobre Bruno Omeltech

Bruno Omeltech é administrador, contador e especialista em gestão de pessoas, fundador e CEO da Omeltech, hub de educação corporativa especializado no desenvolvimento de jornadas de aprendizagem e capacitação para médias e grandes empresas. Nascido e criado na periferia de São Paulo, teve na educação um dos principais vetores de sua trajetória e passou a direcionar sua carreira ao desenvolvimento de pessoas e lideranças.

Há mais de 12 anos na área, Bruno participou de projetos que já impactaram mais de 300 mil pessoas no Brasil, Estados Unidos, América Latina e Europa. Sua atuação reúne educação corporativa, desenvolvimento de lideranças, inteligência artificial aplicada ao trabalho, reskilling, upskilling e novas metodologias de aprendizagem.

Também acompanha de perto movimentos internacionais de inovação e futuro do trabalho, com participação em eventos globais como SXSW e ATD Conference. À frente da Omeltech, lidera ainda a expansão internacional da companhia nos Estados Unidos, incluindo o avanço da operação no Texas.

Sobre a Omeltech

Fundada em 2011, a Omeltech é um hub de educação corporativa especializado na criação de jornadas de aprendizagem, programas de liderança e soluções educacionais personalizadas para médias e grandes empresas. A companhia atua desde o diagnóstico e desenho da estratégia até a produção de conteúdos, treinamentos e experiências de desenvolvimento em escala.

A empresa utiliza princípios da andragogia e metodologias ativas para criar experiências que consideram as necessidades, os conhecimentos prévios e a realidade profissional de cada público. Os projetos combinam educação, tecnologia, inteligência artificial e diferentes formatos de aprendizagem, com foco na aplicação prática do conhecimento.

Com atuação no Brasil e nos Estados Unidos, a Omeltech já alcançou mais de 300 mil pessoas no Brasil, Estados Unidos, América Latina e Europa. Entre as organizações que já desenvolveram projetos com a empresa estão OLX, HCor, Algar, Mattel, Novartis e BNP Paribas Cardif. Em 2026, a companhia ampliou sua presença nos Estados Unidos com o avanço da operação no Texas.

Link:

Fonte:

Os artigos aqui apresentados representam a opinião do autor, não cabendo ao Guia dos Contadores responsabilidade pelos mesmos.


Envie para um amigo
Seu Nome
Seu Email
Email do amigo
FECHAR X - LISTAR TODAS