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Pressão, conflitos, decisões difíceis e resultados aquém do planejado: segundo um novo estudo, que ouviu centenas de profissionais de diferentes estados e setores, essas são algumas das situações que mais os desafiam emocionalmente no trabalho em 2026, colocando à prova habilidades como inteligência emocional e autocontrole.
Os dados acabam de ser revelados pela Conquer, escola de negócios que oferece cursos de liderança e desenvolvimento profissional e que, com turmas abertas para o MBA em Neurociência e Comportamento Humano, procurou entender como os brasileiros compreendem o próprio comportamento e emoções dentro das empresas, assim como a maneira como isso molda suas decisões no ambiente profissional.
"Falar de neurociência no trabalho é importante porque ajuda a entender algo que muitas vezes é tratado apenas como 'comportamento' ou intuição: como o cérebro reage às demandas, relações e estímulos do ambiente", pontua Juliana Alencar, diretora de marketing da Conquer. "Grande parte do que chamamos de comportamento profissional começa, na verdade, em processos cerebrais."
Principais dados do estudo:Resultados fora do esperado (37,4%), conflitos (33%) e pressão (30,6%) lideram os desafios emocionais apontados no trabalho;
Ao tomar decisões, a influência das próprias emoções (24,8%) é o principal obstáculo relatado;
Diante de feedbacks negativos, 42,8% dos profissionais ainda sentem dificuldade para lidar bem com a situação;
50,2% aprenderam com seus líderes a dar mais atenção às emoções antes de decidir;
As buscas por "curso de neurociência" cresceram 247% nos últimos 12 meses.
Tomar decisões, se impor, controlar as emoções no trabalho: por que é tão difícil?
De forma geral, o estudo da Conquer identificou que controlar as próprias emoções e se autorregular são desafios comuns a uma parcela considerável dos brasileiros. Quando questionados sobre o tema, os entrevistados pela Conquer apontaram que lidar com o próprio emocional é ainda mais difícil diante de situações como resultados não planejados (37,4%), durante conflitos (33%), ao trabalhar sob pressão (30,6%) e no momento de tomar decisões (19,8%).
Por falar na tomada de decisões, para muitos deles, esses desafios se intensificam justamente quando estão à frente de escolhas importantes no trabalho. Não por acaso, aparecem entre as principais dificuldades desse momento deixar as próprias emoções influenciarem a decisão (24,8%) e se sentir pressionado por líderes, colegas ou clientes (11,2%).
Outro cenário em que lidar com as próprias emoções e manter o foco se torna um desafio: os temidos (e, muitas vezes, incompreendidos) feedbacks negativos. Se, de um lado, 54,6% dos respondentes afirmam lidar bem com esse tipo de retorno, para 42,8% deles, a situação ainda gera pontos de atenção no dia a dia.
Entre os principais entraves, por exemplo, estão os efeitos negativos no emocional, mesmo quando tentam não demonstrá-los (16%), a necessidade que muitos sentem de defender imediatamente o próprio ponto de vista (13,8%), e, em casos mais pontuais, o hábito de se ofender e levar a crítica para o lado pessoal (3,4%).
Aplicando a neurociência no dia a dia profissional
Para aprender a identificar os próprios padrões de comportamento e os de outras pessoas, entender como o cérebro funciona e aplicar esse conhecimento em decisões estratégicas, diversos profissionais têm recorrido a dois caminhos parecidos: as orientações de seus líderes e o consumo de conteúdos sobre neurociência.
Com os líderes, 5 em cada 10 considerados no estudo revelaram ter aprendido a dar mais atenção às próprias emoções antes de decidir — a maior das lições deixadas por quem já os liderou. Somam-se a ela a capacidade de reconhecer erros e mudar de estratégia (50,2%), ouvir diferentes opiniões (44,4%) e decidir com base em dados (40,8%).
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