04/09/2026
Texas amplia papel na infraestrutura de IA e atrai empresas de tecnologia e educação

Semicondutores, computação de alto desempenho, robótica e formação profissional aproximam diferentes elos da cadeia de inteligência artificial no estado americano

O Texas vem ampliando sua participação na cadeia de infraestrutura necessária para o avanço da inteligência artificial, reunindo investimentos em semicondutores, computação de alto desempenho, robótica e infraestrutura tecnológica. O movimento envolve empresas como Nvidia, Tesla, Dell e Samsung e ocorre paralelamente ao crescimento da demanda por profissionais capazes de trabalhar com as novas tecnologias. Em agosto de 2026, a Nvidia informou que a Foxconn está construindo, em Houston, uma fábrica para produzir sistemas de IA da companhia; em Dallas, a fabricante de chips também desenvolve uma frente de produção de supercomputadores com a Wistron.

No centro do estado, a Tesla mantém sua sede global e a Gigafactory em Austin, enquanto a Dell, sediada em Round Rock, amplia sua atuação em infraestrutura corporativa para inteligência artificial em parceria com a Nvidia. A Samsung também mantém uma presença relevante no estado. A companhia opera há décadas em Austin e desenvolve uma nova unidade de fabricação de semicondutores em Taylor, ampliando a capacidade local voltada a tecnologias de computação avançada.

Bruno Omeltech, administrador, contador e especialista em gestão de pessoas, fundador e CEO da Omeltech, hub de educação corporativa que desenvolve jornadas de aprendizagem e capacitação para médias e grandes empresas, acompanha esse movimento a partir da expansão da companhia para o Texas em 2026.

A empresa escolheu o eixo entre Austin, Dallas e Houston como parte de sua estratégia de aproximação com polos de tecnologia, inovação e novos modelos de trabalho. Segundo o executivo, a expansão tem como objetivo acompanhar de perto transformações que podem afetar o mercado de trabalho e os modelos de gestão. "Estar próximo desse ecossistema permite acompanhar a inteligência artificial não apenas como tecnologia, mas como uma mudança na maneira de trabalhar, liderar e desenvolver pessoas. Isso ajuda a identificar com mais rapidez quais transformações podem fazer sentido para as empresas brasileiras", afirma.

Texas reúne diferentes frentes da nova economia da IA

A presença das companhias mostra que a movimentação no estado vai além de uma única fabricante. A Nvidia avança na produção de sistemas de inteligência artificial em Houston e Dallas; a Tesla reúne em Austin atividades industriais e sua sede global, ao mesmo tempo em que mantém IA e robótica entre suas áreas estratégicas; e a Dell desenvolve, a partir de sua atuação em Round Rock, soluções de infraestrutura voltadas à adoção de inteligência artificial por empresas.

A Samsung permanece como outra peça desse ecossistema. Presente em Austin há três décadas, a companhia também desenvolve sua operação de semicondutores em Taylor, com tecnologias destinadas, entre outras aplicações, à computação de alto desempenho e à inteligência artificial.

Para Bruno, a relevância desse movimento para empresas brasileiras está menos em reproduzir estratégias adotadas nos Estados Unidos e mais em antecipar mudanças que podem chegar às operações locais. "Não se trata de copiar o que uma empresa do Texas está fazendo, mas de entender quais transformações tecnológicas podem afetar cada operação, quais funções serão modificadas e quais competências precisarão ser desenvolvidas", ressalta o especialista.

Tecnologia aumenta a pressão sobre a capacitação

A expansão da inteligência artificial também desloca parte da discussão empresarial da compra de ferramentas para a preparação das equipes. O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, aponta que 77% dos empregadores consultados pretendem capacitar seus profissionais como resposta às transformações provocadas pela IA. O levantamento também indica que competências relacionadas à inteligência artificial, big data e tecnologia estão entre as que devem ganhar relevância até 2030.

É nesse ponto que a estratégia da Omeltech no Texas se conecta à educação corporativa. A empresa atua com programas de liderança, produção de conteúdo educacional, jornadas de aprendizagem e desenvolvimento de competências em digital, dados e inteligência artificial. Entre os projetos já realizados estão academias corporativas de IA e dados e programas voltados ao uso da tecnologia por lideranças. "Comprar uma ferramenta pode ser rápido. Fazer com que centenas ou milhares de profissionais saibam onde utilizá-la, quais decisões ela pode apoiar e quais limites precisam ser considerados exige preparação", aponta o administrador.

A presença no Texas integra uma estratégia da Omeltech de acompanhar mudanças internacionais e traduzir aquilo que pode ser aplicado à realidade das organizações brasileiras. A companhia atua há mais de 15 anos com desenvolvimento de pessoas e mantém operações internacionais, além da nova frente no estado norte-americano.

Para o executivo, a disseminação das ferramentas de IA tende a reduzir a vantagem competitiva associada apenas ao acesso à tecnologia. "À medida que essas ferramentas se tornam mais acessíveis, a diferença estará cada vez mais na capacidade das empresas de preparar pessoas, lideranças e processos para transformar tecnologia em produtividade e resultado", afirma.

Sobre Bruno Omeltech

Bruno Omeltech é administrador, contador e especialista em gestão de pessoas, fundador e CEO da Omeltech, hub de educação corporativa especializado no desenvolvimento de jornadas de aprendizagem e capacitação para médias e grandes empresas. Nascido e criado na periferia de São Paulo, teve na educação um dos principais vetores de sua trajetória e passou a direcionar sua carreira ao desenvolvimento de pessoas e lideranças.

Há mais de 12 anos na área, Bruno participou de projetos que já impactaram mais de 300 mil pessoas no Brasil, Estados Unidos, América Latina e Europa. Sua atuação reúne educação corporativa, desenvolvimento de lideranças, inteligência artificial aplicada ao trabalho, reskilling, upskilling e novas metodologias de aprendizagem.

Também acompanha de perto movimentos internacionais de inovação e futuro do trabalho, com participação em eventos globais como SXSW e ATD Conference. À frente da Omeltech, lidera ainda a expansão internacional da companhia nos Estados Unidos, incluindo o avanço da operação no Texas.

Sobre a Omeltech

Fundada em 2011, a Omeltech é um hub de educação corporativa especializado na criação de jornadas de aprendizagem, programas de liderança e soluções educacionais personalizadas para médias e grandes empresas. A companhia atua desde o diagnóstico e desenho da estratégia até a produção de conteúdos, treinamentos e experiências de desenvolvimento em escala.

A empresa utiliza princípios da andragogia e metodologias ativas para criar experiências que consideram as necessidades, os conhecimentos prévios e a realidade profissional de cada público. Os projetos combinam educação, tecnologia, inteligência artificial e diferentes formatos de aprendizagem, com foco na aplicação prática do conhecimento.

Com atuação no Brasil e nos Estados Unidos, a Omeltech já alcançou mais de 300 mil pessoas no Brasil, Estados Unidos, América Latina e Europa. Entre as organizações que já desenvolveram projetos com a empresa estão OLX, HCor, Algar, Mattel, Novartis e BNP Paribas Cardif. Em 2026, a companhia ampliou sua presença nos Estados Unidos com o avanço da operação no Texas.

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