![]() |
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) está promovendo uma mudança de paradigma na gestão empresarial das empresas no país. Se antes o foco das organizações estava concentrado na prevenção de passivos trabalhistas decorrentes de acidentes, doenças ocupacionais e descumprimento da legislação, agora o desafio é compreender que esses fatores representam riscos capazes de comprometer a continuidade dos negócios.
Mais do que evitar multas ou ações judiciais, as empresas passam a ser cobradas por sua capacidade de identificar, monitorar e gerenciar riscos ocupacionais, incluindo aqueles relacionados aos fatores psicossociais no ambiente de trabalho. Nesse novo cenário, o Departamento Pessoal (DP) deixa de exercer uma função predominantemente operacional e passa a fornecer informações essenciais para a governança corporativa.
Segundo Breno Praça, CEO da Keevo Software (www.keevo.com.br), empresa de tecnologia com atuação nas áreas de gestão contábil, gestão de pessoas e gestão empresarial, a NR-1 amplia a forma como as empresas precisam enxergar seus riscos. "Durante muito tempo, o impacto de um problema trabalhista era medido principalmente pelo valor de uma indenização ou de um processo judicial. Hoje, o risco é muito mais amplo", argumenta.
Um aumento significativo de afastamentos pode comprometer cronogramas, reduzir a capacidade operacional, elevar custos, afetar a experiência do cliente e impactar toda a cadeia de negócios. Nesse contexto, a NR-1 reforça que os riscos ocupacionais fazem parte da gestão estratégica das organizações.
DP tem protagonismo estratégico – Com essa mudança, tradicionalmente responsável pela administração da folha de pagamento, admissões, desligamentos e obrigações legais, o DP passa a atuar como uma importante fonte de dados para apoiar decisões estratégicas da alta liderança. Indicadores como absenteísmo, afastamentos previdenciários, horas extras recorrentes, turnover, jornadas de trabalho e registros relacionados à saúde ocupacional passam a fornecer sinais importantes sobre o ambiente organizacional e ajudam a identificar vulnerabilidades antes que elas provoquem impactos financeiros e operacionais. "Os dados produzidos pelo DP deixaram de servir apenas ao cumprimento da legislação. Hoje, eles ajudam gestores a compreender tendências, identificar riscos e tomar decisões baseadas em evidências", destaca o executivo.
Tecnologia como aliada - À medida que a NR-1 amplia as responsabilidades das empresas na gestão dos riscos ocupacionais, cresce também a necessidade de processos mais estruturados, integrados e confiáveis. Nesse cenário, a tecnologia, segundo Praça, deixa de ser apenas um diferencial operacional e passa a desempenhar um papel estratégico para garantir conformidade, organização e segurança na gestão das obrigações trabalhistas.
Segundo Breno Praça, a transformação digital permite que as empresas tenham mais controle sobre seus processos, reduzam falhas operacionais e atuem de forma preventiva diante das exigências regulatórias. "A tecnologia oferece às organizações mais segurança, agilidade e padronização na execução de processos que precisam atender às exigências legais. Com ela, a empresa ganha mais tranquilidade para focar no que realmente importa: a gestão do negócio e das pessoas", revela.
SOBRE A KEEVO (www.keevo.com.br)
A Keevo Software é uma empresa de tecnologia com atuação nas áreas de gestão contábil, gestão de pessoas e gestão empresarial. Com mais de três décadas no mercado, a companhia surgiu do processo de transformação digital da Mastermaq, consolidando uma nova marca orientada à inovação e automação com foco em forte ganho de eficiência operacional para seus clientes.
Nas suas três Divisões – Escritórios Contábeis, DP & RH e ERP (Gestão Empresarial), a Keevo oferece soluções robustas, seguras e que simplificam imensamente os processos de seus clientes, com o uso de tecnologias como IA e "full-digital" para máxima eficiência e facilidade de uso no dia a dia. A empresa é parceira das organizações em resolver os desafios desta geração em mão de obra e custos operacionais.
Fonte:
Os artigos aqui apresentados representam a opinião do autor, não cabendo ao Guia dos Contadores responsabilidade pelos mesmos.