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O varejo farmacêutico iniciou um período de adaptação a uma das maiores mudanças no sistema tributário nacional dos últimos tempos. Com a implementação gradual da Reforma Tributária, farmácias e drogarias precisarão revisar sistemas, processos fiscais e reavaliar o planejamento financeiro. A mudança ocorre porque, até 2033, os atuais tributos sobre o consumo, como PIS, Cofins, ICMS e ISS, serão substituídos pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).
Embora a reforma tenha como objetivo simplificar a tributação e reduzir a cumulatividade de impostos, o processo de transição exige preparação das empresas. Isso porque, durante os próximos anos, o sistema antigo e o novo coexistirão, aumentando a complexidade operacional e a necessidade de maior controle sobre documentos fiscais, parametrizações e apuração dos tributos.
Segundo Rafael Caribé, CEO da Agilize, a primeira contabilidade online do Brasil, o desafio para o varejo farmacêutico está na capacidade de adaptação das empresas. "A reforma representa uma mudança estrutural na forma como os tributos são calculados e controlados. Para as farmácias, isso significa revisar processos internos, investir em tecnologia e garantir que os sistemas estejam preparados para operar durante um período em que dois modelos tributários coexistirão. Quem iniciar essa adaptação apenas quando as mudanças forem obrigatórias poderá enfrentar custos maiores e riscos operacionais", alerta o especialista.
O setor farmacêutico possui tratamento diferenciado na nova legislação. A Lei Complementar nº 214/2025 estabelece redução de 60% nas alíquotas da CBS e do IBS para medicamentos registrados na Anvisa, além de prever alíquota zero para medicamentos destinados ao tratamento de doenças específicas, como câncer, diabetes, doenças raras, HIV e doenças cardiovasculares, entre outros casos previstos em lei.
Apesar disso, para Caribé, a gestão tributária continuará sendo determinante para preservar margens de lucro. Isso porque os benefícios fiscais vão depender da correta classificação fiscal dos produtos e da observância das regras previstas na legislação. "Não basta saber que determinado medicamento possui redução ou isenção. Será fundamental garantir que toda a cadeia tributária esteja corretamente parametrizada. Um erro de classificação pode gerar pagamento indevido de tributos ou autuações futuras", explica.
Outro ponto de atenção envolve o aproveitamento de créditos tributários. O novo modelo amplia a lógica da não cumulatividade, permitindo maior recuperação de créditos ao longo da cadeia produtiva. Na prática, isso tende a reduzir distorções existentes no sistema atual e aumentar a transparência sobre a carga tributária incidente em cada operação.
O executivo reforça que a reforma também cria uma oportunidade para profissionalizar a gestão financeira do setor. "Empresas que utilizarem esse período para revisar processos, automatizar rotinas fiscais e estruturar uma gestão tributária mais eficiente terão mais previsibilidade e segurança para crescer. A reforma não deve ser vista apenas como uma obrigação legal, mas como uma oportunidade de modernização", finaliza.
Sobre a Agilize:
A Agilize foi a primeira contabilidade online do Brasil, criada em 2013. E hoje abrange todo o país, já tendo atendido mais de 50 mil empresas de serviço e de comércio. Seu propósito é ser vetor do crescimento econômico e do sucesso dos negócios brasileiros através de tecnologia e agilidade no segmento contábil.
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