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As discussões sobre a atualização dos limites do Simples Nacional e a implementação da reforma tributária colocaram a gestão financeira das pequenas empresas no centro do debate. Em um cenário de mudanças regulatórias, acompanhar o caixa, entender obrigações fiscais e tomar decisões financeiras torna-se ainda mais importante para quem empreende.
Contudo, pesquisa realizada pela Cora mostra que essa responsabilidade continua concentrada no próprio empreendedor. Segundo o levantamento, 69% dos respondentes afirmam ser os principais responsáveis pela gestão financeira do negócio, enquanto 27% dividem essa função com outra pessoa. Apenas 9% dizem que essa atividade é conduzida por outro profissional da empresa, e somente 2% afirmam contar principalmente com um parceiro externo, como contador ou consultor.
"A discussão sobre tributação costuma ganhar força quando há mudanças nas regras, mas ela também evidencia uma característica do empreendedor brasileiro: em muitos negócios, especialmente nos de pequeno porte, o dono da empresa continua acumulando a função de gestor financeiro. Isso significa que decisões sobre fluxo de caixa, custos, investimentos e obrigações fiscais acabam ficando concentradas na mesma pessoa que também cuida da operação e da estratégia", afirma Igor Senra, CEO e cofundador da Cora.
O levantamento mostra ainda que essa concentração da gestão financeira ocorre mesmo diante de uma rotina marcada por diferentes desafios. Entre as principais preocupações financeiras dos pequenos empreendedores estão garantir uma entrada constante de dinheiro no negócio (34%), evitar ficar sem caixa para pagar as contas (31%) e reduzir custos e despesas (29%). Já 18% citam o cumprimento de obrigações fiscais e o pagamento de impostos entre suas principais preocupações.
Para Senra, esse cenário reforça a necessidade de tornar a gestão financeira mais simples e acessível para quem empreende.
"O contador desempenha um papel fundamental como parceiro estratégico de quem empreende, acompanhando o negócio e orientando decisões tributárias e contábeis. Ao mesmo tempo, a gestão financeira acontece dentro da empresa todos os dias, com decisões sobre pagamentos, entradas e saídas de recursos, despesas e investimentos. Quanto mais organizada estiver essa rotina e mais fluida for a troca de informações com o contador, maior tende a ser a capacidade do empreendedor de se preparar para mudanças regulatórias como essa que está por vir", explica.
Nesse contexto, reduzir a burocracia e facilitar o acesso às informações financeiras também contribui para uma relação mais eficiente entre empreendedor e contador. Ao tornar dados e documentos mais acessíveis, soluções financeiras podem diminuir fricções operacionais dessa interação e permitir que o contador concentre mais tempo no acompanhamento e na orientação estratégica do negócio.
Na prática, uma gestão financeira mais organizada amplia a capacidade de antecipar problemas e reduz a necessidade de recorrer a decisões tomadas sob pressão. Quando o empreendedor acompanha de perto a situação financeira da empresa, consegue identificar dificuldades com antecedência e avaliar alternativas antes que um imprevisto comprometa o caixa do negócio.
Só que, segundo os dados da pesquisa, essa ainda é uma realidade distante para muitos. Diante de imprevistos financeiros, 37% afirmam cortar custos imediatamente, 34% fazem promoções para gerar caixa rapidamente, 25% recorrem ao próprio dinheiro ou ao apoio financeiro de familiares e sócios e 24% utilizam cheque especial ou limite de crédito.
"Imprevistos sempre vão existir, mas eles não precisam se transformar automaticamente em uma crise financeira. Quanto maior a previsibilidade sobre a situação do negócio, maior também é a capacidade do empreendedor de agir com antecedência, avaliar alternativas e reduzir a dependência de medidas emergenciais", conclui Senra.
Sobre a pesquisa
“A vida financeira de quem toca um negócio no país” é uma pesquisa quantitativa realizada pela Cora, em parceria com a Hibou, em abril de 2026 para entender os desafios, hábitos e percepções de empreendedores brasileiros em relação à gestão financeira de seus negócios. O levantamento contou com 1.300 respostas completas de empreendedores de todo o país, incluindo MEIs, microempresas, pequenas empresas e empresas de médio porte. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Sobre a Cora
A Cora é a instituição financeira feita para pequenas e médias empresas no Brasil. Fundada por empreendedores, foi criada para operar a partir da realidade de quem constrói e sustenta negócios no dia a dia. Com crédito responsável, informações claras e processos simples, a Cora reúne conta, pagamentos e crédito em uma solução desenhada exclusivamente para PMEs, com estrutura regulatória sólida e alinhada às normas do Banco Central. Ao ir além da operação financeira, a Cora reafirma seu compromisso de impulsionar o desenvolvimento das pequenas e médias empresas, e fortalecer o ecossistema empreendedor. Saiba mais em https://www.cora.com.br
Fonte:
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