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A inadimplência empresarial atingiu um novo recorde no Brasil às vésperas de uma etapa decisiva da reforma tributária. Em junho, mais de 9,1 milhões de empresas estavam negativadas, com R$ 232,9 bilhões em dívidas, segundo dados da Serasa Experian. Desse total, 8,7 milhões eram micro e pequenas empresas. Ao mesmo tempo, a taxa Selic permanece em 14,25% ao ano, após a redução promovida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central em junho. A combinação de crédito caro, endividamento elevado e mudanças tributárias aumenta a pressão sobre companhias que precisam financiar a operação, recompor o caixa e preparar o planejamento para 2027.
Para Ravell Nava, empresário, estrategista de crescimento e fundador da Brl Educação, ecossistema com soluções para empresas, especializada em capacitação prática para empresários, líderes e gestores, o próximo ano tende a exigir uma mudança na forma como donos de negócios acompanham o desempenho das próprias empresas. Olhar apenas para o faturamento, segundo ele, pode criar uma percepção equivocada de crescimento quando indicadores como margem, geração de caixa, produtividade, custo comercial e rentabilidade apontam em outra direção.
“Faturar mais não significa necessariamente ganhar mais dinheiro. É possível crescer receita enquanto a margem cai, o custo de venda aumenta e o caixa fica mais apertado. O empresário precisa entender de onde vem o resultado antes de decidir onde vai colocar mais dinheiro, contratar ou acelerar a operação”, afirma Ravell.
A preocupação ganha peso porque 2027 marca uma nova fase da reforma tributária do consumo. Segundo o cronograma da Receita Federal, PIS e Cofins serão extintos, começa a cobrança da CBS e as alíquotas do IPI serão reduzidas a zero para a maior parte dos produtos, enquanto entra em vigor o Imposto Seletivo. A transição amplia a necessidade de empresas revisarem a formação de preços, margens e impacto tributário sobre diferentes produtos e serviços.
O ambiente externo também aumenta a necessidade de precisão. A 29ª CEO Survey da PwC mostra que 38% dos presidentes de empresas brasileiras consideram a instabilidade macroeconômica uma das principais ameaças aos negócios. Inflação aparece entre as preocupações de 29% dos entrevistados, enquanto 23% acreditam que as tarifas comerciais poderão reduzir a margem líquida das companhias em 2026.
Para Ravell, esse conjunto de fatores muda inclusive a maneira de construir as metas do próximo exercício.“Se a empresa quer sair de R$ 10 milhões para R$ 15 milhões, precisa saber o que acontece com a margem para chegar lá. Quantas pessoas terão de ser contratadas, quanto será gasto para conquistar clientes, quanto capital de giro será necessário e quanto desse crescimento efetivamente se transforma em caixa. Sem essas respostas, a meta vira apenas um número no planejamento”, diz.
Essa discussão aparece de forma recorrente entre empresários acompanhados pela Brl Educação e também esteve entre os temas do Iron Times, encontro realizado em 19 de agosto. Em edições anteriores do Iron, participantes já relataram mudanças na condução de seus negócios. É o caso da empresária do setor contábil Jaqueline Torres, que afirma que sua empresa faturava cerca de R$ 2,5 milhões por ano quando entrou no grupo, há quase cinco anos. Desde então, segundo ela, a receita avançou aproximadamente 300%.
O crescimento, porém, não é o único ponto destacado pela empresária. Jaqueline atribui parte da mudança ao amadurecimento da forma como passou a administrar o negócio. “Eu adquiri mais experiência, mais confiança como profissional e mais autoridade. Hoje me vejo muito diferente”, afirma. Para Nava, casos como esse ajudam a mostrar por que decisões sobre crescimento precisam ser acompanhadas por mudanças na gestão e na capacidade de execução.
Outro participante, Edgar Sarmento, Médico Urologista, relata uma transformação de natureza diferente. Antes de reorganizar a operação, trabalhava principalmente em clínicas de convênio e diz que não enxergava com clareza como mudar sua trajetória profissional. Em março de 2025, após definir os principais problemas do negócio e estabelecer um plano de ação, iniciou a transição para o atendimento particular. Hoje, concentra os atendimentos de terça a sexta feira no próprio consultório.
“O ponto de virada não foi simplesmente trabalhar mais. Foi identificar os problemas, estabelecer o que precisava ser feito e executar com intencionalidade”, relata Edgar.
A lógica de medir resultado também está por trás de outra iniciativa da Brl prevista para 25 de agosto. O Match foi estruturado como uma plataforma de oportunidades comerciais e exposição de produtos que pretende aproximar empresários e compradores. O projeto reúne uma comunidade de decisores, condições comerciais em produtos e serviços e encontros presenciais voltados à geração de negócios.
Para Ravell, ampliar o número de contatos ou canais de venda não resolve o problema se a empresa não souber quanto custa cada oportunidade gerada. “Uma conexão só se transforma em crescimento quando a empresa sabe medir o que aconteceu depois dela. Quanto vendeu, qual foi a margem, qual foi o custo para aquela receita entrar e se o cliente continuará dando retorno. O número precisa orientar a decisão, e não aparecer apenas no fechamento do mês”, afirma.
A Brl Educação informa já ter atendido mais de 20 mil empresários em programas e formações executivas no país. Para Nava, a preparação para 2027 passa menos pela tentativa de prever todas as variáveis econômicas e mais pela capacidade de conhecer com precisão o funcionamento da própria companhia.
“O empresário não controla juros, tributação ou o que acontece na economia. Mas pode saber exatamente quanto custa a operação, onde está a margem, o que gera caixa e quais áreas estão consumindo resultado. Em 2027, essa diferença pode separar quem cresce com estrutura de quem aumenta o faturamento e descobre depois que o negócio ficou mais frágil”, conclui.
Sobre Ravell Nava
Ravell Nava é empresário, estrategista de crescimento e fundador da Brl Educação, escola de desenvolvimento empresarial voltada à formação prática de empresários no Brasil. Atua na de aceleração de empresas com foco em marketing, vendas, gestão e escala, combinando experiência de mercado com aplicação direta no ambiente corporativo.
À frente da Brl Educação, já impactou mais de 20 mil empresários em programas presenciais e formações executivas realizadas em diferentes regiões do país. Também participou da condução de projetos que, segundo a empresa, contribuíram para mais de R$17 bilhões em faturamento gerado por alunos e mais de R$80 milhões em receitas próprias nos últimos anos.
Para mais informações: (instagram: @ravellnava | youtube: @ravellnava | linkedin: ravellnava)
Sobre a Brl Educação
A Brl Educação é o único ecossistema que acelera o crescimento empresarial através da capacitação prática para empresários, líderes e gestores que buscam crescimento estruturado.
Fundada com a proposta de aproximar conhecimento e execução, a empresa desenvolve programas, mentorias e formações presenciais proprietárias voltadas a marketing, vendas e gestão utilizando a Inteligência Artificial.
A companhia informa já ter impactado mais de 20 mil empresários, promovido mais de 150 formações presenciais e realizado cinco expedições internacionais de negócios. Com atuação nacional, mantém agenda contínua de programas voltados a produtividade, expansão empresarial e geração de resultados.
Para mais informações: (site: brleducacao.com.br | instagram: @ravellnava @brl.educacao | youtube: @brleducacao)
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