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Os últimos meses deixaram claro que o desafio dos empresários brasileiros vai muito além de vender mais. Mesmo com o início do ciclo de redução da taxa Selic, o crédito continua restritivo, o número de empresas inadimplentes atingiu o maior patamar da série histórica da Serasa Experian e a transição da reforma tributária já começou a alterar decisões sobre precificação, tecnologia e gestão. Ao mesmo tempo, cerca de 77 milhões de brasileiros seguem negativados, segundo a CNDL e o SPC Brasil, o que mantém o consumo pressionado e exige ainda mais eficiência das empresas.
Com essa pressão sobre caixa, crédito e consumo, empresários começam a trocar a preocupação com as metas de 2026 pelo planejamento que definirá a competitividade em 2027.
Para Ravell Nava, formado em Propaganda e Marketing, fundador da Brl Educação, empresa especializada na formação de empresários e líderes, esperar o início do próximo ano para reorganizar a empresa pode significar perder competitividade justamente quando o mercado começar um novo ciclo.
"O empresário que esperar janeiro para pensar em 2027 normalmente chega atrasado. Os próximos meses precisam ser usados para fortalecer o caixa, revisar custos, aumentar a produtividade e preparar a empresa para um ambiente econômico que continuará exigindo eficiência", afirma.
O ambiente econômico explica essa preocupação. Dados da Serasa Experian mostram que mais de 8 milhões de empresas estavam inadimplentes em junho, o maior número já registrado pela instituição. Paralelamente, cresceram os pedidos de recuperação extrajudicial no país, reflexo do alto custo do crédito e da necessidade de reorganização financeira de milhares de negócios.
Na avaliação do empresário, muitas empresas ainda concentram seus esforços exclusivamente em aumentar o faturamento, quando o verdadeiro desafio passou a ser preservar margem e gerar caixa. "Existe uma diferença entre crescer e construir uma empresa saudável. É possível vender mais, aumentar o faturamento e terminar o mês com menos dinheiro disponível porque a margem diminui ou os custos cresceram acima da receita", ressalta.
Outro ponto que ganhou espaço na agenda das lideranças é a preparação para a reforma tributária. Embora a implementação ocorra de forma gradual, Ravell acredita que empresas que anteciparem essa adaptação terão uma vantagem competitiva importante.
"A reforma tributária não começa quando a nova cobrança entra em vigor. Ela começa quando o empresário entende que precisa revisar processos, contratos, precificação e sistemas para reduzir riscos e aumentar a eficiência da operação", observa.
Além das mudanças fiscais, a produtividade passou a ser uma das principais preocupações das empresas. Em um ambiente de custos elevados, ampliar equipes deixou de ser a primeira alternativa para crescer. O foco passou a ser fazer mais com a estrutura existente. "Hoje, indicadores como geração de caixa, margem operacional, produtividade comercial e rentabilidade têm um peso muito maior nas decisões estratégicas do que apenas o volume de vendas. Quem acompanha esses números consegue corrigir a rota antes que o problema apareça no resultado financeiro", aponta.
A inteligência artificial também entrou definitivamente na rotina das empresas, mas Ravell faz um alerta sobre o entusiasmo em torno da tecnologia. "Não existe ferramenta capaz de resolver problemas de gestão. A inteligência artificial acelera empresas organizadas, mas também potencializa erros quando os processos continuam desestruturados", destaca.
Esse debate tem se repetido nas formações e encontros promovidos pela Brl Educação em diferentes regiões do país. Ao longo de agosto, Ravell Nava realizará as formações Brl Salus, em Brasília, nos dias 21, 22 e 23 - formação dedicada a donos de clínicas. Ainda em Brasília , nos dias 28, 29 e 30 realizam a formação Brl Focus - formação focada em gestão e estratégia.
A agenda inclui ainda o 3º Encontro do Match, em 25 de agosto. Segundo o empresário, independentemente do segmento, as principais dúvidas dos participantes giram em torno dos mesmos temas: organização financeira, produtividade, como vender mais e como gerir melhor seus times.
"Quem usar o segundo semestre apenas para buscar mais vendas pode até fechar o ano com um faturamento maior. Mas quem aproveitar esse período para fortalecer a gestão chegará em 2027 com muito mais capacidade para crescer de forma consistente", conclui.
Sete decisões para chegar mais competitivo em 2027
Sobre Ravell Nava
Ravell Nava é empresário, estrategista de crescimento e fundador da Brl Educação, escola de negócios voltada à formação prática de empresários no Brasil. Atua no desenvolvimento de métodos de aceleração empresarial com foco em marketing, vendas, gestão e escala, combinando experiência de mercado com aplicação direta no ambiente corporativo.
À frente da Brl Educação, já mentorou mais de 20 mil empresários em programas presenciais e formações executivas realizadas em diferentes regiões do país. Também participou da condução de projetos que, segundo a empresa, contribuíram para mais de R$17 bilhões em faturamento gerado por alunos e mais de R$80 milhões em receitas próprias nos últimos anos.
Para mais informações: (instagram: @ravellnava | youtube: @ravellnava | linkedin: ravellnava)
Sobre a Brl Educação
A Brl Educação é um ecossistema com soluções para empresas, especializada em capacitação prática para empresários, líderes e gestores que buscam crescimento estruturado.
Fundada com a proposta de aproximar conhecimento e execução, a empresa desenvolve treinamentos, mentorias, formações presenciais e soluções proprietárias voltadas a marketing, vendas e gestão.
A companhia informa já ter impactado mais de 20 mil empresários, promovido mais de 70 formações presenciais e realizado cinco expedições internacionais de negócios. Com atuação nacional, mantém agenda contínua de programas voltados a produtividade, expansão empresarial e geração de resultados.
Para mais informações: (site: brleducacao.com.br | instagram: @ravellnava @brl.educacao | youtube: @brleducacao)
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