24/07/2026
Reforma Tributária: Empresas têm até agosto para adaptar emissão de notas fiscais sob risco de rejeição e prejuízos operacionais

Especialistas orientam como as empresas devem se preparar para a nova etapa da Reforma Tributária e evitar problemas na emissão de notas fiscais, prejuízos operacionais e impactos no faturamento

As empresas têm até o início de agosto para concluir a adequação da emissão dos documentos fiscais eletrônicos às novas regras da Reforma Tributária. Com o encerramento do período de adaptação previsto para essa etapa da implementação, passam a valer as validações obrigatórias dos campos relativos ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), exigindo atualização dos sistemas, revisão de processos internos e atenção redobrada às informações fiscais.

Embora a cobrança dos novos tributos ocorra de forma gradual durante o período de transição, a adequação da emissão dos documentos fiscais eletrônicos já passa a ser uma exigência prática para empresas de diversos setores. A falta de preparação poderá resultar na rejeição de documentos fiscais, atrasos no faturamento, dificuldades na entrega de mercadorias e na prestação de serviços, além de outros impactos na rotina operacional.

Para a advogada tributarista Sueny Almeida, do escritório Veloso de Melo Advogados, este é o momento de transformar planejamento em ação.

"Muitos empresários acreditam que ainda há tempo para se preocupar com a Reforma Tributária, mas essa percepção não corresponde à realidade. A adequação da emissão dos documentos fiscais precisa acontecer agora. Não basta atualizar o sistema; é necessário revisar cadastros, parametrizações tributárias, processos internos e garantir que todas as áreas envolvidas estejam preparadas para operar dentro das novas regras."

Segundo a especialista, a atualização tecnológica é apenas uma parte do processo.

"Também é fundamental validar o ERP, revisar a classificação tributária de produtos e serviços, conferir os cadastros fiscais, realizar testes e capacitar as equipes. A adequação envolve os setores fiscal, contábil, financeiro, comercial e de tecnologia, porque qualquer inconsistência poderá comprometer a emissão da nota fiscal."

O advogado tributarista Jacques Veloso de Melo, do escritório Veloso de Melo Advogados, explica que essa nova etapa representa um dos primeiros impactos concretos da Reforma Tributária no dia a dia das empresas.

"A fiscalização tributária será cada vez mais baseada em informações transmitidas eletronicamente. Isso exige que os dados estejam corretos desde a origem. Uma nota fiscal rejeitada pode impedir o faturamento de uma venda, atrasar entregas, comprometer contratos e gerar prejuízos que vão muito além da área tributária."

Segundo Jacques Veloso de Melo, esperar o início das validações para promover os ajustes aumenta os riscos para o negócio.

"A recomendação é utilizar este período para testar processos, corrigir inconsistências e capacitar as equipes. A preparação antecipada reduz riscos operacionais, evita interrupções no faturamento e proporciona uma transição muito mais segura para as próximas etapas da Reforma Tributária."

Checklist: o que as empresas precisam fazer

Erros que podem comprometer a adequação

O que muda no início de agosto

A recomendação dos especialistas é que as empresas utilizem as próximas semanas para revisar processos, testar sistemas e capacitar suas equipes. A preparação antecipada reduz riscos operacionais, evita prejuízos e contribui para uma transição mais segura nas próximas etapas da implementação da Reforma Tributária.

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