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A Reforma Tributária sobre o consumo começa a transformar a relação entre empresas e profissionais autônomos no Brasil. Um dos principais impactos será a redução gradual do uso do Recibo de Pagamento a Autônomo (RPA), modelo amplamente utilizado para remunerar pessoas físicas, que dará lugar a um sistema baseado na emissão de nota fiscal e na identificação dos profissionais por meio do chamado "CNPJ Técnico".
A mudança atinge principalmente profissionais que prestam serviços de forma recorrente para empresas, como médicos, advogados, arquitetos, engenheiros, designers, consultores, profissionais de tecnologia, comunicadores e outros prestadores de serviços que atualmente atuam como pessoa física. Com a nova sistemática, as operações passarão a exigir maior controle fiscal, registro digital e emissão de documentos fiscais, acompanhando a implementação dos novos tributos criados pela reforma, o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Ao contrário do que muitos imaginam, o chamado CNPJ Técnico não representa a abertura de uma empresa nem transforma o profissional em pessoa jurídica. Trata-se de um cadastro de natureza operacional e fiscal, criado para identificar o contribuinte no novo sistema tributário, permitindo a emissão de notas fiscais e o correto recolhimento dos tributos quando necessário. A previsão é que esse novo cadastro comece a ser implementado a partir de janeiro de 2027.
O que muda para os autônomos?
Entre as principais mudanças estão:
Quem não precisará do CNPJ Técnico?
A Reforma Tributária também cria a figura do nanoempreendedor, destinada aos profissionais de menor faturamento.
Pelas regras previstas:
A regra representa uma importante simplificação para milhares de trabalhadores que exercem suas atividades de forma eventual ou possuem baixa receita anual.
O cenário muda quando o faturamento ultrapassar o limite previsto para o nanoempreendedor. Nessa situação, o profissional deverá:
Orientações para quem trabalha como autônomo
Especialistas recomendam que os profissionais comecem desde já a acompanhar a regulamentação da Reforma Tributária e organizem sua documentação financeira.
Entre as principais orientações estão:
Embora a implementação do novo modelo esteja prevista para começar em 2027, a adaptação antecipada pode evitar dificuldades quando as novas regras passarem a ser exigidas pelas empresas e pela administração tributária.
Os especialistas da Nini Advogados estão à disposição da imprensa para esclarecer dúvidas.
Fonte:
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