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A entrada definitiva da reforma tributária na fase operacional tem acelerado uma corrida silenciosa dentro das empresas brasileiras com a revisão de estruturas fiscais, contratos e modelos societários para evitar distorções de custo e exposição jurídica nos próximos anos.
Desde janeiro de 2026, o novo sistema tributário entrou no período de testes, enquanto a regulamentação avança com a publicação de normas complementares que detalham a aplicação prática da CBS e do IBS, os tributos que substituirão parte da atual estrutura de impostos sobre consumo.
Para Fabinho Nascimento, contador especialista em planejamento empresarial, gestão financeira, estruturação de negócios e CEO do Grupo FN, o movimento já deixou de ser preventivo e passou a ser estratégico.
Segundo ele, empresários que ainda tratam a reforma como um tema distante podem pagar caro por isso. “Muita empresa ainda acredita que a transição significa que nada precisa ser feito agora. Esse é um erro perigoso. A revisão precisa começar antes, porque a adaptação tributária impacta precificação, contratos, fluxo de caixa e até a estrutura societária.”
A reforma tributária sobre o consumo começou oficialmente a fase de implementação em 2026, com exigências operacionais para as empresas, mesmo antes da plena cobrança dos novos tributos. O novo modelo substitui PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI por CBS e IBS, com transição gradual até 2033. A regulamentação ganhou novo impulso nas últimas semanas com a publicação do decreto da CBS e dos regulamentos conjuntos entre Receita Federal e Comitê Gestor do IBS, ampliando a necessidade de adaptação empresarial.
Quem precisa agir primeiro
Negócios intensivos em serviços, empresas com operações interestaduais, grupos com estruturas societárias fragmentadas e companhias que dependem fortemente de benefícios fiscais tendem a enfrentar maior complexidade no período de ajuste. “Tem empresa que hoje opera com uma arquitetura tributária construída ao longo de anos, baseada em incentivos regionais, contratos específicos e regimes escolhidos dentro de outra lógica fiscal. Quando a regra muda, manter a mesma estrutura pode significar perda de eficiência ou aumento direto de custo.”
A reorganização, segundo ele, não se limita ao departamento contábil. Contratos comerciais, modelo de faturamento, cadeia de fornecedores, enquadramento tributário é a divisão societária que entra na revisão.
Onde surgem os maiores riscos
Entre os erros mais comuns, o especialista aponta que empresários que esperam a obrigatoriedade total para reagir, sem considerar que decisões tomadas agora podem criar gargalos futuros. “Quem deixa para revisar depois corre o risco de descobrir tarde que opera com contratos inadequados, estrutura societária ineficiente ou precificação incompatível com a nova carga tributária. Corrigir isso sob pressão custa mais caro.”
Segundo ele, negócios de médio porte são especialmente vulneráveis porque muitas vezes acumulam complexidade operacional sem estrutura técnica equivalente. “Há empresas que faturam bem, cresceram comercialmente, mas mantêm uma estrutura tributária desenhada para outra fase do negócio. A reforma expõe esse desalinhamento.”
Impacto regional e efeito competitivo
Em pólos empresariais como São José dos Campos, onde há forte presença de indústria, tecnologia, serviços especializados e cadeias de fornecedores complexas, a reorganização tende a ganhar velocidade.
Para Fabinho, a reforma deve acelerar uma profissionalização que muitas empresas já vinham adiando. “A discussão deixou de ser apenas pagar menos imposto. O foco agora é estruturar a empresa para operar melhor dentro de uma nova lógica tributária. Quem entender isso antes tende a ganhar previsibilidade e competitividade.”
Sobre Fabinho Nascimento
Fabinho Nascimento, 44 anos, é contador e CEO do Grupo FN. Com formação em Ciências Contábeis, pós-graduação em Planejamento e Controle Empresarial e especializações pela MBM Master Business School e MBM Advanced, atua há mais de duas décadas no desenvolvimento e na estruturação de empresas.
À frente do Grupo FN, liderou a transição de uma contabilidade tradicional para um hub de soluções empresariais com atuação no Brasil e nos Estados Unidos. É idealizador e mentor do Impacto Club, associado ao MLS e Energy Club, sócio do FIRE Club, ligado à MLS de Joel Jota, Caio Carneiro e Flávio Augusto, além de sócio equity do ABS.
Também é colunista do programa Manhã na Band e da Revista LIFE, e integra o Grupo do Master de Contabilidade, formado pelos 150 maiores contadores do Brasil.
O empresário mantém atuação voltada ao desenvolvimento empresarial e à formação de empresários por meio de ambientes estratégicos de networking e capacitação.
Sobre o grupo FN
Fundado em 1993, o Grupo FN é um hub de soluções empresariais com atuação no Brasil e nos Estados Unidos. Com mais de 1.500 clientes ativos e cerca de 100 colaboradores, reúne serviços integrados nas áreas de contabilidade consultiva, BPO financeiro, tributário, legalização, soluções de RH, certificado digital, treinamentos empresariais e estruturação internacional por meio da FN EUA.
A empresa surgiu como Contabilidade FN, fundada pelo pai de Fabinho Nascimento, e evoluiu para um ecossistema empresarial que integra tradição familiar e inovação estratégica. O grupo atua como parceiro consultivo, apoiando empresários na tomada de decisão, organização financeira, inteligência tributária e crescimento estruturado.
Com foco em análise de dados, atendimento próximo e visão de longo prazo, o Grupo FN se posiciona como um ambiente de suporte estratégico para empresas que buscam previsibilidade, eficiência e expansão sustentável.
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