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Impulsionada por uma alta de 53% na demanda internacional por talentos brasileiros, segundo relatório da Deel, a busca por salários em dólar atrai cada vez mais profissionais. No entanto, boa parte deles inicia a carreira no exterior sem entender o funcionamento básico do mercado de câmbio, o que gera perdas financeiras logo nos primeiros meses. A frustração costuma surgir logo na primeira remessa, quando o profissional não coloca na ponta do lápis a conversão cambial, impostos e taxas.
Esse desconto ocorre devido a custos muitas vezes ignorados. O que de fato pode encolher o valor final que chega ao profissional é o spread cambial (taxa cobrada pelas plataformas sobre a cotação oficial), além de eventuais tarifas de bancos intermediários. Em um recebimento de US$ 3.000, por exemplo, a soma de spreads desvantajosos e taxas ocultas representa centenas de reais a menos no fechamento do mês, prejuízo que se acumula ao longo do ano.
"É importante que, ao iniciar o recebimento em dólar, o profissional faça uma boa pesquisa para entender sobre as melhores formas de receber esse valor, como declarar e o que ter em mente ao estimar o valor que chegará na sua conta. ", afirma Samyra Ramos, country manager da Higlobe.
Outro dilema frequente diz respeito ao momento ideal para converter os dólares em reais. Adiar a operação à espera de uma valorização da moeda norte-americana pode parecer vantajoso, mas transforma o planejamento financeiro em uma especulação de alto risco.
Para quem possui despesas fixas no Brasil, como aluguel e alimentação, postergar o saque compromete a previsibilidade do orçamento doméstico. A estratégia mais indicada para reduzir essa oscilação é atrelar as conversões ao calendário de compromissos financeiros, o que garante estabilidade e evita perdas com as variações diárias do mercado.
Além do fator tempo, o planejamento financeiro frequentemente é impactado quando o faturamento internacional é encarado como uma receita fixa em reais, ignorando as oscilações cambiais e as taxas operacionais de cada plataforma. Na mesma linha, o adiamento da regularização fiscal surge como outro ponto de atenção, gerando pendências na declaração anual do Imposto de Renda.
A especialista aponta os principais cuidados que ajudam a organizar o orçamento logo no início da trajetória:
Compare o valor efetivo total (VET): Não olhe apenas para a cotação do dia. Avalie a soma do spread, impostos e taxas de saque para entender o custo real da transação.
Busque transparência: Dê preferência a plataformas que discriminem todas as cobranças de forma clara antes da conclusão da operação.
Alinhe o saque ao calendário: Evite a tentação de adivinhar o pico do dólar. Converta o dinheiro em datas fixas que coincidam com o vencimento das suas contas no Brasil.
Organize a tributação desde o dia 1: Guarde todos os comprovantes de recebimento e regularize seus impostos mensalmente para evitar multas.
Revise a estratégia: A cada novo contrato ou reajuste de ganho, reavalie se a plataforma utilizada continua sendo a mais vantajosa para o seu volume de receita.
"O erro do primeiro pagamento raramente fica restrito a ele. Essa perda invisível se repete a cada mês até que o profissional compreenda a mecânica do câmbio. Dedicar um tempo para estruturar isso no início do contrato protege a renda por todo o restante da relação", conclui Samyra.
Sobre Higlobe, Inc
A Higlobe, Inc. é uma empresa de tecnologia financeira que veio revolucionar o mundo dos pagamentos internacionais. Foi fundada em 2020 por Teymour H. Farman-Farmaian e Jeff Bolton, que usaram suas experiências globais para construir uma solução de transferência de pagamento internacional com operações rápidas e sem taxas de transação. Os investidores da Higlobe incluem Battery Ventures, TTV Capital, FjLabs, Reciprocal Ventures, Raptor Group e o empresário Gokul Rajaram.
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