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Com a taxa Selic reduzida para 14,50% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em 2026, produtores rurais ainda lidam com um custo elevado de crédito e têm buscado alternativas para reduzir a dependência de financiamento bancário. Nesse movimento, créditos acumulados de ICMS começam a ganhar espaço como instrumento de reforço de caixa dentro do agronegócio, especialmente entre empresas que já possuem valores passíveis de recuperação, mas ainda não os utilizam estrategicamente.
Altair Heitor, contador, especialista em gestão tributária para o agronegócio e CFO da Palin & Martins, afirma que o movimento reflete uma mudança na forma como o produtor enxerga a gestão financeira da atividade. “O crédito de ICMS é um recurso próprio, sem custo financeiro. Quando bem estruturado, ele pode aliviar o caixa da empresa e reduzir a dependência de crédito bancário. Muitos produtores continuam buscando financiamento externo sem perceber que já têm capital parado dentro da própria operação”, afirma.
Segundo dados do Banco Central, a manutenção dos juros em patamar restritivo mantém elevado o custo do crédito para empresas, pressionando setores intensivos em capital, como o agronegócio. Na atividade rural, onde financiamento e fluxo de caixa são decisivos para custeio, compra de insumos e planejamento produtivo, alternativas de liquidez passaram a ganhar maior atenção das empresas.
Crédito tributário entra na estratégia financeira
Segundo Altair, o crédito acumulado de ICMS deixou de ser tratado apenas como questão tributária e passou a integrar decisões financeiras mais estratégicas. “Quando falamos em recuperação de crédito, não estamos tratando apenas de conformidade fiscal. Estamos falando de liquidez. Em muitos casos, esse valor pode ser reinvestido em insumos, tecnologia, ampliação operacional ou reorganização financeira da atividade”, diz.
O tema ganha relevância em um momento de reorganização financeira no setor, com produtores avaliando o segundo semestre e planejando a próxima safra sob pressão de custos ainda elevados. O especialista afirma que boa parte do mercado ainda desconhece o potencial desse mecanismo ou deixa de acessá-lo por falhas operacionais. “O crédito existe, mas precisa estar corretamente apurado, documentado e dentro dos critérios exigidos. Sem isso, o produtor pode ter um ativo legítimo e, ainda assim, não conseguir transformá-lo em caixa”, afirma.
Gestão preventiva evita perdas
Na avaliação do executivo, o principal erro é tratar o tema apenas de forma reativa, quando a pressão financeira já se instalou. “Gestão tributária precisa entrar antes da urgência. Quem organiza isso com antecedência amplia capacidade de decisão e reduz dependência de soluções mais caras”, afirma.
Embora a recuperação dependa de critérios técnicos e regras estaduais específicas, o avanço da digitalização da fiscalização também elevou a necessidade de precisão documental. O cruzamento automatizado de dados fiscais reduziu a margem para inconsistências e tornou o acompanhamento especializado ainda mais relevante para evitar bloqueios ou indeferimentos.
Para o especialista, a tendência é que a gestão tributária ganhe protagonismo cada vez maior dentro da administração rural. “O agro evoluiu muito em produtividade, tecnologia e gestão operacional. Agora, a eficiência financeira também passa por entender que tributo, quando bem administrado, pode deixar de ser apenas custo e se tornar instrumento estratégico de capital”, conclui.
Sobre Altair Heitor
Altair Heitor é contador, psicólogo e especialista em gestão tributária para o agronegócio, com mais de 22 anos de experiência. Formado em Ciências Contábeis pela Faculdade Dom Pedro II (SRES) e em Psicologia pela UNORP, possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria, Auditoria e Compliance pela FGV. Atua como CFO da consultoria Palin & Martins, onde lidera projetos de recuperação de crédito tributário, compliance fiscal e reestruturação estratégica para produtores rurais e empresas do agro, ao lado da sócia Jéssica Palin.
Reconhecido como referência nacional em recuperação de crédito de ICMS e especialista em crédito acumulado (e-CredRural, e-CredAc), também ministra mentorias e treinamentos técnicos voltados à capacitação do setor. Sua atuação ganhou destaque com o aumento das exigências fiscais no campo, defendendo a consultoria tributária como ferramenta estratégica para a geração de resultados. Acesse instagram.com/altairheitor.
Sobre a Palin & Martins
Fundada em São José do Rio Preto (SP), a Palin & Martins é uma consultoria especializada em gestão tributária para o agronegócio, com atuação em todo o território nacional. A empresa é referência na recuperação de créditos de ICMS, conformidade fiscal e reestruturação estratégica, com foco em produtores rurais, empresas do agro e exportadores.
Sob a liderança de Altair Heitor, contador e psicólogo com mais de 22 anos de experiência, e da advogada e psicóloga Jéssica Palin Martins, a consultoria já movimentou mais de R$ 668 milhões em créditos tributários para seus clientes.
Reconhecida por aliar precisão técnica, inteligência de dados e abordagem humanizada, a Palin & Martins atua diretamente na conversão de tributos em ativos financeiros legítimos. Além disso, oferece mentorias e treinamentos voltados à capacitação de empresários e profissionais do setor. Acesse palinemartins.com.br
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