15/07/2026
Planejamento tributário vira fator decisivo para proteger lucro das empresas

Mudanças no sistema tributário e carga fiscal elevada aumentam a pressão sobre empresários que ainda operam sem estratégia tributária estruturada

Dados divulgados pelo Tesouro Nacional em abril de 2026 mostram que a carga tributária bruta do governo geral atingiu 32,40% do PIB em 2025, acima dos 32,32% registrados no ano anterior. Ao mesmo tempo, a regulamentação da reforma tributária impôs uma nova dinâmica de adaptação fiscal às empresas, tornando o planejamento tributário um tema cada vez mais estratégico para a sustentabilidade dos negócios.

Fabinho Nascimento, especialista em planejamento empresarial, contador e CEO do Grupo FN, afirma que muitas empresas ainda tratam a tributação de forma reativa, sem revisões periódicas capazes de identificar distorções que afetam diretamente a rentabilidade. “O empresário muitas vezes enxerga o imposto como um custo fixo inevitável, quando parte desse impacto vem de escolhas equivocadas ou da falta de revisão da estrutura tributária. O planejamento tributário deixou de ser uma ferramenta complementar e passou a interferir diretamente na saúde financeira da empresa.”

A sanção da Lei Complementar 214/2025, que regulamenta a reforma tributária sobre o consumo, elevou a urgência desse debate no ambiente empresarial. A transição para o novo modelo tributário exigirá adaptação gradual, mas especialistas alertam que decisões tomadas desde já podem influenciar na precificação, aproveitamento de créditos, estrutura operacional e competitividade nos próximos anos.

Segundo Fabinho, o erro de parte dos empresários está em tratar a mudança como uma preocupação exclusivamente contábil. “Muita gente ainda acredita que a reforma tributária será um ajuste técnico conduzido internamente pela contabilidade, mas o impacto é empresarial. Isso influencia desde a formação de preço até decisões de expansão, contratação e organização financeira.”

Quatro medidas para evitar desperdícios tributários

Na prática, a ausência de planejamento tributário nem sempre se manifesta como crise imediata, mas como perda gradual de margem e eficiência operacional.

Fabinho afirma que esse tipo de distorção é mais comum do que muitos empresários imaginam e aponta algumas medidas preventivas:

  1. Revisar periodicamente o enquadramento tributário para garantir que a estrutura fiscal continue compatível com o porte, faturamento e modelo operacional da empresa
  2. Considerar o impacto tributário na formação de preços, evitando distorções que corroem margem de lucro sem percepção imediata
  3. Integrar contabilidade, financeiro e área comercial para que decisões estratégicas não sejam tomadas de forma isolada, sem análise dos reflexos fiscais
  4. Adotar acompanhamento preventivo da estrutura tributária, em vez de agir apenas quando surgem problemas de caixa ou passivos fiscais

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, divulgada em 2025 e repercutida pela CNN Brasil, mostra que 70% dos empresários apontam a elevada carga tributária como o principal componente do chamado Custo Brasil, reforçando o peso da gestão fiscal sobre competitividade e rentabilidade.

Planejamento tributário passa a influenciar decisões de crescimento

Mais do que uma ferramenta de conformidade fiscal, o planejamento tributário passou a integrar decisões estratégicas dentro das empresas.

Expansão geográfica, reorganização societária, contratações, precificação e preservação de margem dependem cada vez mais de leitura fiscal estruturada. “Empresas que crescem com previsibilidade entendem cedo que tributação não é apenas obrigação operacional. Quando essa gestão falha, o crescimento vem acompanhado de ineficiência, perda de competitividade e pressão desnecessária sobre o caixa”, afirma.

Sobre Fabinho Nascimento

Fabinho Nascimento, 44 anos, é contador e CEO do Grupo FN. Com formação em Ciências Contábeis, pós-graduação em Planejamento e Controle Empresarial e especializações pela MBM Master Business School e MBM Advanced, atua há mais de duas décadas no desenvolvimento e na estruturação de empresas.

À frente do Grupo FN, liderou a transição de uma contabilidade tradicional para um hub de soluções empresariais com atuação no Brasil e nos Estados Unidos. É idealizador e mentor do Impacto Club, associado ao MLS e Energy Club, sócio do FIRE Club, ligado à MLS de Joel Jota, Caio Carneiro e Flávio Augusto, além de sócio equity do ABS.

Também é colunista do programa Manhã na Band e da Revista LIFE, e integra o Grupo do Master de Contabilidade, formado pelos 150 maiores contadores do Brasil.

O empresário mantém atuação voltada ao desenvolvimento empresarial e à formação de empresários por meio de ambientes estratégicos de networking e capacitação.

Sobre o grupo FN

Fundado em 1993, o Grupo FN é um hub de soluções empresariais com atuação no Brasil e nos Estados Unidos. Com mais de 1.500 clientes ativos e cerca de 100 colaboradores, reúne serviços integrados nas áreas de contabilidade consultiva, BPO financeiro, tributário, legalização, soluções de RH, certificado digital, treinamentos empresariais e estruturação internacional por meio da FN EUA.

A empresa surgiu como Contabilidade FN, fundada pelo pai de Fabinho Nascimento, e evoluiu para um ecossistema empresarial que integra tradição familiar e inovação estratégica. O grupo atua como parceiro consultivo, apoiando empresários na tomada de decisão, organização financeira, inteligência tributária e crescimento estruturado.

Com foco em análise de dados, atendimento próximo e visão de longo prazo, o Grupo FN se posiciona como um ambiente de suporte estratégico para empresas que buscam previsibilidade, eficiência e expansão sustentável.

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Os artigos aqui apresentados representam a opinião do autor, não cabendo ao Guia dos Contadores responsabilidade pelos mesmos.


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