![]() |
O perfil buscado pelas empresas para a área financeira mudou. Segundo levantamento da BOLD HRO, consultoria de recrutamento executivo, a capacidade técnica continua sendo exigida nos processos seletivos, mas deixou de funcionar como critério diferenciador. O que tem pesado mais nas contratações é a habilidade de transformar dados financeiros em subsídio para decisões estratégicas.
"O profissional de finanças não pode mais apenas reportar números. O que as empresas buscam são pessoas capazes de transformar dados em leitura de negócio e apoiar decisões estratégicas", afirma Bianca Cestari, gerente de recrutamento da BOLD HRO.
Com base nas demandas recebidas de clientes, a consultoria identificou cinco cargos com maior volume de requisições para 2026: Controller e Financial Controller, FP&A Manager, Analista ou Manager de M&A, CFO e Head of Finance, e Especialista em Risco e Compliance Financeiro. A última posição concentra demanda especialmente em bancos, fintechs e instituições sujeitas a regulação mais intensa.
Para Cestari, o mercado de trabalho na área financeira opera hoje em ritmo contínuo, sem as pausas que marcaram o período pós-pandemia. "Ainda existe a pergunta sobre como o mercado está ou se as coisas vão acelerar em algum momento. Mas essa dinâmica já não se sustenta. O mercado não para e quem não se adapta acaba ficando para trás", diz.
O dado é corroborado pela experiência acumulada da consultoria em processos de substituição de executivos. Para Maria Eduarda Silveira, headhunter sócia-fundadora da BOLD HRO, a técnica raramente é o fator decisivo nessas movimentações. "99% das vagas sênior de substituição são por questão de relacionamento, influência, navegabilidade com os pares. Quase nunca é por questão técnica", afirma.
Além da capacidade analítica, competências como visão de negócio e comunicação executiva passaram a integrar os critérios de avaliação em processos seletivos para cargos de média e alta gestão na área.
Para os profissionais do setor, o movimento representa uma reconfiguração das expectativas sobre o papel do financeiro dentro das organizações. A tendência, segundo a BOLD HRO, é que as oportunidades sigam concentradas em perfis com capacidade de gerar impacto direto nos resultados do negócio, não apenas de monitorá-los.
Fonte:
Os artigos aqui apresentados representam a opinião do autor, não cabendo ao Guia dos Contadores responsabilidade pelos mesmos.