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Os dados dos Anuários Estatísticos do Turismo divulgados pelo Ministério do Turismo (MTur) apontam uma trajetória contínua de recuperação da indústria de eventos e do turismo brasileiro nos anos seguintes à pandemia. Para a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE), os indicadores reforçam os resultados alcançados pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), criado para garantir condições de sobrevivência e reorganização das empresas do segmento durante o período de crise.
Um dos principais indicadores está na realização de eventos internacionais no Brasil. Segundo levantamento da International Congress and Convention Association (ICCA) citado nos anuários do MTur, o país passou de apenas quatro eventos internacionais em 2021 para 110 em 2022, 156 em 2023 e 234 em 2024. O resultado supera os 209 eventos registrados em 2019, antes da pandemia.
A evolução permitiu que o Brasil avançasse da 25ª posição no ranking mundial da ICCA, em 2022, para a 15ª colocação em 2024, mantendo a liderança entre os países da América do Sul. O número de cidades brasileiras que sediaram eventos internacionais também cresceu. Em 2022, foram 27 municípios; em 2024, mais de 40 cidades receberam eventos reconhecidos pela entidade internacional.
Cadeia empresarial Os números mostram ainda a recuperação da cadeia produtiva ligada ao setor. As organizadoras de eventos cadastradas no Cadastur passaram de aproximadamente 4,6 mil registros em 2019 para mais de 8 mil em 2022. Já as empresas de infraestrutura para eventos alcançaram 4.943 registros em 2024, evidenciando a ampliação da capacidade operacional do mercado.
O ambiente favorável também se reflete no turismo internacional. O Brasil recebeu 3,63 milhões de visitantes estrangeiros em 2022, 5,9 milhões em 2023 e 6,77 milhões em 2024, o maior resultado dos últimos anos. O crescimento foi acompanhado pela expansão da movimentação internacional nos aeroportos brasileiros, que passou de 7,6 milhões de desembarques em 2022 para 12,6 milhões em 2024.
Para o presidente da ABRAPE, o empresário Doreni Caramori Júnior, a sequência de resultados demonstra a importância do PERSE para a preservação da estrutura produtiva do setor. “O programa foi criado para enfrentar uma situação excepcional. Os números mostram que as empresas conseguiram manter suas atividades, preservar empregos e retomar investimentos de forma rápida, como havíamos previsto. Hoje vemos os efeitos desse processo na recuperação dos eventos, do turismo e de toda a cadeia econômica associada ao setor”, afirma.
Sobre a ABRAPE Criada em 1992 com o propósito de promover o desenvolvimento e a valorização das empresas produtoras e promotoras de eventos culturais e de entretenimento no Brasil, a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos - ABRAPE, tem, atualmente, mais de 850 associados, sediados em todos os Estados da Federação, que representam o PIB dos eventos do Brasil. Foi a entidade que liderou o setor na pandemia, protagonizando a criação e a manutenção do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos PERSE: o maior programa de transação fiscal da história do Brasil e o principal Programa de desoneração fiscal após do Simples Nacional. Com importante representatividade, é referência em associativismo de classe.
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