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No complexo ecossistema de financiamento brasileiro, compreender as modalidades de crédito é o primeiro passo para o sucesso empresarial.
Segundo o professor João Ricardo Matta, autor do livro "Quem quer dinheiro? - O manual definitivo da captação de recursos públicos no Brasil", a escolha entre recursos reembolsáveis e não reembolsáveis depende diretamente de três pilares: o estágio de maturidade do negócio, a natureza do projeto e a capacidade de pagamento da empresa.
Para ajudar empreendedores a navegar por essas opções, ele detalha o funcionamento de cada uma delas abaixo.
1. Financiamento reembolsável - Crédito subsidiado
Esta é a modalidade mais tradicional do mercado, onde o capital emprestado deve ser devolvido à instituição financeira, acrescido de juros. A grande vantagem competitiva dessas linhas públicas em relação ao mercado comercial convencional está nas taxas subsidiadas, nos prazos de carência estendidos e em prazos de pagamento mais longos.
É ideal para projetos de média ou grande monta que demandam capital de giro ou expansão física.
Exemplos práticos
2. Financiamento não reembolsável - A "joia da coroa"
Os recursos não reembolsáveis, também conhecidos como subvenção econômica, recebem o título de "joia da coroa" dos recursos governamentais por um motivo simples: não há necessidade de devolução do valor cedido.
Esses recursos são estrategicamente destinados a projetos que envolvem alto risco tecnológico, caráter inovador ou relevante impacto social.
É um crédito ideal para startups de base tecnológica e empresas que investem pesadamente em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I).
Exemplos práticos
Como escolher a melhor opção para o seu negócio?
Para decidir qual caminho seguir, o empreendedor deve realizar uma autoanálise honesta e colocar na balança quatro fatores cruciais:
Estratégia de sucesso
Em última análise, as empresas mais bem-sucedidas no mercado não escolhem apenas uma modalidade. Elas costumam utilizar uma combinação de ambas, aproveitando a subvenção não reembolsável para custear a inovação e o crédito subsidiado reembolsável para escalar a operação.
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