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Com juros elevados, maior rigor bancário e custos operacionais pressionados, produtores passaram a buscar alternativas para financiar expansão, renovação de frota e aquisição de máquinas sem depender exclusivamente das linhas tradicionais. Para Leonardo Baldez Augusto, economista, educador financeiro e fundador do Grupo ISF Soluções Financeiras, um ecossistema especializado em crédito, consórcio e meios de pagamento para micro, pequenas e médias empresas, o movimento reflete uma mudança estrutural no comportamento financeiro do agro.
“O produtor rural está mais atento ao impacto financeiro das operações no longo prazo. Hoje existe uma preocupação maior com previsibilidade, preservação de caixa e sustentabilidade financeira da atividade”, afirma.
Dados mais recentes do Banco Central mostram que as taxas de juros das operações de crédito rural com recursos livres seguem pressionadas em 2026, acompanhando o ambiente monetário restritivo mantido pelo Copom. O avanço dos custos financeiros ocorre em paralelo ao aumento das despesas com insumos, logística, maquinário e seguro rural.
Ao mesmo tempo, o Plano Agrícola e Pecuário 2025/2026 trouxe desafios relacionados ao acesso ao crédito subvencionado, especialmente para médios produtores. O documento divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destaca a necessidade de ampliar instrumentos complementares de financiamento para sustentar investimentos e modernização no campo.
Consórcio rural ganha força no agro
Segundo levantamento da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o segmento de máquinas agrícolas liderou o crescimento dentro da categoria de veículos pesados, impulsionado pela busca de produtores por modalidades sem juros e com maior capacidade de planejamento.
Na avaliação de Baldez, o consórcio rural deixou de ser apenas uma alternativa secundária e passou a integrar a estratégia patrimonial do produtor. “O agronegócio trabalha com ciclos mais longos e precisa de previsibilidade. O consórcio permite programar aquisição de máquinas e equipamentos sem assumir o peso imediato dos juros bancários”, diz.
Ele afirma que muitos produtores passaram a combinar diferentes modalidades financeiras para equilibrar capital de giro e investimento produtivo. “Existe hoje uma gestão financeira mais técnica dentro do agro. O produtor busca alternativas que reduzam pressão sobre fluxo de caixa sem interromper crescimento ou modernização.”
Pressão financeira muda decisões no campo
Segundo o economista, o foco deixou de estar apenas na expansão operacional e passou a incluir proteção financeira da atividade. “Hoje o produtor rural analisa não apenas a viabilidade da produção, mas o impacto financeiro de cada operação. Uma estrutura de crédito inadequada pode comprometer a margem, competitividade e capacidade de investimento por muitos anos”, afirma.
Para ele, o avanço do crédito estruturado e do consórcio rural mostra que o agronegócio brasileiro entrou em uma fase de maior profissionalização financeira. “O produtor passou a tratar crédito como parte estratégica da operação, e não apenas como uma solução emergencial.”
A tendência, segundo o educador, é que o uso de alternativas financeiras continue crescendo enquanto o custo do dinheiro permanecer elevado no país. “O agro brasileiro continuará ampliando o uso de consórcio rural, crédito estruturado e planejamento financeiro como ferramentas de expansão e sustentabilidade. O produtor quer crescer, mas com mais controle financeiro e menos exposição ao risco”, conclui.
Sobre Leonardo Baldez
Leonardo Baldez Augusto é economista, educador financeiro e consultor empresarial. Formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e pós-graduado em Finanças e Estratégias Empresariais pela Faculdade de Gestão e Negócios (FAGEN) da UFU. Com uma trajetória marcada pelo perfil empreendedor, atua transformando estratégias financeiras em resultados através de consultoria empresarial especializada e educação financeira
Coordenou o programa de assessoria de crédito da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) até 2009, sendo durante todos os anos consecutivos o maior resultado de aprovação e liberação do Estado de Minas Gerais.
Foi responsável pelo posto avançado do BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Finep (Financiadora de Estudos e Projetos do Governo Federal), criador do programa de crédito orientado em parceria com o Banco do Brasil (Sala Ouro) e da Caixa Econômica Federal (Sala Azul).
Com sete anos de experiência na assessoria de crédito orientando a milhares de empreendedores, fundou em 2009 o ISF Crédito Orientado (Instituto de Solução Financeira), uma entidade nacional de orientação de crédito a micro, pequenas e médias empresas.
Para mais informações, acesse instagram.com ou pelo linkedin.
Sobre o ISF Soluções Financeiras
O Grupo ISF Soluções Financeiras é um ecossistema especializado em crédito, consórcio e meios de pagamento voltado a micro, pequenas e médias empresas. Fundado em 2009, atua na estruturação de soluções financeiras para capital de giro, aquisição de equipamentos e expansão empresarial.
Com mais de 16 anos de atuação, o grupo já contribuiu para a liberação de mais de R$ 500 milhões em crédito, atendendo milhares de empreendedores em todo o país.
A empresa opera por meio de diferentes frentes, incluindo a ISF Consórcio, dedicada ao planejamento patrimonial e aquisição de bens sem juros, e a ISF Crédito, voltada à intermediação de financiamentos produtivos e soluções financeiras para empresas.
Para mais informações acesse o site ou pelo instagram.
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