02/10/2025
RH em outubro: prioridades para 2025 e 2026

Planejamento de férias, compra de benefícios de fim de ano e estratégias para 2026 são as principais demandas do RH em outubro

Em plena reta final do ano, as equipes de Recursos Humanos enfrentam o desafio de operar no “fio da navalha”: conciliar urgências — como os benefícios de fim de ano — com decisões estruturantes, que moldarão o futuro da empresa. Outubro se impõe como o momento de ajustar rotas, priorizar o planejamento e antecipar decisões estratégicas. Essa reportagem se propõe a orientar o RH sobre os principais vetores de atenção, com dados atualizados e recomendações concretas para os próximos meses.

1. Planejamento de férias: equilíbrio entre direito e demanda operacional

O risco de adiar o planejamento

Férias são um direito trabalhista — e qualquer falha de compliance pode gerar passivos trabalhistas graves. Além disso, o mau dimensionamento das ausências pode comprometer entregas, sobrecarregar equipes remanescentes e gerar descontentamento.

Situação legal e definição de prazos

Segundo a CLT, após cada período aquisitivo de doze meses de trabalho, o colaborador tem direito a até 30 dias de férias. A empresa deve concedê-las no prazo máximo de 12 meses após o término do período aquisitivo.
Com a Reforma Trabalhista, o parcelamento do período de férias pode ser feito em até três partes (desde que uma das partes tenha no mínimo 14 dias e as demais, mínimo de 5 dias cada), se houver concordância do empregado.
É obrigatório conceder aviso com pelo menos 30 dias de antecedência antes do início das férias.

Boas práticas para planejamento eficiente

2. Benefícios corporativos: o novo campo de competição por talentos

Crescimento esperado do orçamento

O panorama é claro: os benefícios corporativos deixaram de ser mero “adicional” para se tornar elemento central na atração, retenção e motivação de talentos. Segundo estudo da Onhappy, 62,87% das empresas planejam aumentar o orçamento destinado a benefícios em 2025.
Relatórios de mercado indicam crescimento anual na ordem de 8% no segmento de benefícios corporativos.
Além disso, a pesquisa “Benefícios 2024” da Robert Half destaca que muitos profissionais (cerca de 76%) gostariam de mudanças nos auxílios oferecidos pelas empresas, sendo plano de saúde, seguro de vida e participação nos lucros os mais desejados.

Padrões atuais e lacunas

Uma pesquisa apontou que 82% das empresas oferecem pelo menos dois tipos de benefícios em saúde (ex: plano de saúde, odontologia), mas apenas 17,8% oferecem pacotes “completos” — com bem-estar mental, seguro de vida e programas de saúde preventiva.
Grandes organizações (com mais de 500 colaboradores), no entanto, tendem mais a oferecer pacotes robustos: 73% delas já adotavam pacotes completos de benefícios.

Tendências para 2025/2026

3. Educação corporativa: investimento estratégico em capital humano

Por que priorizar agora

O ritmo acelerado das transformações tecnológicas obriga as empresas a revisarem constantemente as habilidades internas. Competências em IA, cultura digital, adaptabilidade e inovação tendem a ser fortes diferenciais em 2026.
Educação corporativa, portanto, deixa de ser custo e passa a ser elemento de resiliência estratégica.

Desafios e oportunidades

Como estruturar a compra

5. Planejamento estratégico de pessoas para 2026: da antecipação à execução

A importância de começar agora

Planejar 2026 em outubro permite que RH e diretoria alinhem seus vetores de pessoas à estratégia geral da empresa com margem de manobra para revisões e ajustes, evitando decisões apressadas em dezembro.

Eixos de priorização no planejamento

  1. Metas de engajamento e retenção: definir indicadores, programas de reconhecimento e planos de ação.

  2. Mapeamento de competências futuras: identificar gaps futuros, considerando tendências como IA, automação e trabalho híbrido.

  3. Políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI): revisar metas, programas de conscientização e ações afirmativas.

  4. Modelos de trabalho híbrido e flexível: avaliar retornos, impactos e ajustes para cultura e compliance.

  5. Succession planning e liderança: identificar potenciais sucessores, treinar e fortalecer pipeline de lideranças.

  6. Monitoramento de tendências externas: acompanhar regressões (pressão inflacionária, regulamentações trabalhistas), mudanças culturais e posicionamento competitivo de benefícios.

Fases de execução (cronograma sugerido)

6. Convergência entre demandas — e o papel do RH estratégico

Em 2025, a figura do RH meramente operacional não se sustenta. O gestor de pessoas precisa atuar como integrador de previsões, operações e cultura organizacional. Isso implica:

Outubro não é mero passo entre setembro e novembro — é o mês de decisões estratégicas para quem deseja encerrar 2025 com solidez e entrar em 2026 com vantagem competitiva. O RH que agir agora — antecipando demandas, estruturando contratos de benefícios, definindo calendário de férias e começando o planejamento de próximo ano — ganha fôlego e controle.

Afinal, não se trata apenas de “sobreviver ao fim do ano”, mas de se posicionar como protagonista no crescimento humano da organização. Com dados, antecedência e boas práticas, o RH pode transformar outubro num mês de virada estratégica — para o benefício de colaboradores, operações e resultados.

Link: https://mundorh.com.br/rh-em-outubro-prioridades-para-2025-e-2026/

Fonte:

As matérias aqui apresentadas são retiradas da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pela mesma.


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